A vacinação em Portugal e no Mundo

Vacina da Moderna é ligeiramente mais eficaz que a da Pfizer e Johnson & Johnson

Estudo envolveu cerca de 3.600 adultos hospitalizados.

Um estudo comparativo das três vacinas contra o coronavírus, autorizadas nos Estados Unidos, revela que o imunizante da Moderna é ligeiramente mais eficaz do que o da Pfizer. O da Janssen, da Johnson & Johnson, vem em terceiro, mas ainda com garantia de proteção elevada.

De acordo com o estudo comparativo, a vacina da Moderna proporcionou uma proteção de 93% contra a possibilidade de hospitalização, a da Pfizer 88% e a da Johnson & Johnson 71%.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças norte-americanos conduziram um estudo nacional de vacinação em 21 hospitais envolvendo mais de 3.600 adultos hospitalizados com covid-19 entre março e agosto.

Os peritos garantem que apesar da variação nos níveis de proteção por vacina, todos os imunizantes contra a covid-19 aprovados ou autorizados pelas autoridades norte-americanas fornecem proteção substancial contra a hospitalização por coronavírus.

Diferenças mais acentuadas quatro meses após a vacinação

De acordo com os cientistas, as diferenças tornam-se mais acentuadas entre a vacina da Moderna e a da Pfizer cerca de quatro meses depois da vacinação completa com a vacina da Pfizer. Nessa altura, a eficácia da vacina da Pfizer passa a ser de 77%.

Entretanto, a Pfizer já veio garantir que a vacina é segura para crianças entre os 5 e os 11 anos. De acordo com a farmacêutica, o resultado de um estudo de larga escala revelou que a vacina que a multinacional produz originou fortes respostas de anticorpos em crianças desse intervalo etário.

O ensaio contou com quase 2.300 participantes, a quem foram dadas duas injeções de uma dose de 10 microgramas - um terço da injeção de um adulto. O resultado foram níveis de anticorpos comparáveis aos observados num ensaio com jovens entre os 16 e os 25 anos que receberam a dose de adulto, com efeitos secundários semelhantes.

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