Violência em Moçambique

Forças militares conjuntas abatem líder terrorista em Moçambique

SIMON WOHLFAHRT

O anúncio foi feito pelo Presidente da República e o comandante-geral da polícia.

As forças militares moçambicanas e de países apoiantes abateram na quarta-feira um líder terrorista em Cabo Delgado que há ano e meio terá comandado um massacre de 52 pessoas, anunciaram o Presidente da República e o comandante-geral da polícia.

As forças conjuntas "abateram um dos membros da chefia do grupo [insurgente], chamado Muhamudu", referiu Filipe Nyusi durante um discurso feito na quinta-feira na Escola de Formação de Forças Especiais de Makandzene, arredores de Maputo, citado esta sexta-feira por órgãos de comunicação locais.

No mesmo sítio, o comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, referiu que o homem foi abatido "numa emboscada" em Limala, povoação a nove quilómetros do posto administrativo de Mbau.

Mbau fica no distrito de Mocímboa da Praia e era um dos locais onde estavam situadas bases dos grupos rebeldes (designadas Siri 1 e Siri 2), entretanto recuperadas pelas forças moçambicanas e Ruandesas - que reconquistaram Mocímboa da Praia no início de agosto.

Bernardino Rafael refere que o líder terrorista e outros elementos tentaram fugir, "mas nem todos escaparam".

Um outro cúmplice destacado de Muhamudu já tinha sido abatido, acrescentou: "Abdulai foi morto em confronto com as nossas forças, em finais de 2020".

Segundo dados do Governo, o massacre de Xitaxi aconteceu a 8 de abril de 2020, vitimou 52 pessoas e ficou conhecido pelo nome da aldeia em que os corpos foram encontrados, após uma investida de vários dias de grupos rebeldes no distrito de Muidumbe.

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