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Depressão Cláudia: ribeira galgou margens e inundou várias casas em Vila do Conde

A ribeira da lage na freguesia de Modivas, em Vila do Conde, galgou as margens e inundou uma dezena de casas.

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Foi uma noite de sobressalto na freguesia de Modivas, em Vila do Conde. A chuva persistente que caiu durante a madrugada fez com que a ribeira da lage galgasse as margens.

Pelo menos dez casas, sobretudo os pisos inferiores, foram afetados e ficaram completamente submersos. A SIC esteve esta manhã no local.

As fortes chuvadas registadas esta madrugada provocaram inundações em várias casas nas freguesias de Modivas, Árvore e Gião, no concelho de Vila do Conde, e obrigaram ao corte de várias estradas.

Todos os elementos dos Bombeiros de Vila do Conde estãoesta manhã no terreno a auxiliar a população vila condense, acrescentou o chefe da corporação.

"Infelizmente ainda precisava de mais pessoal", lamentou Valdemar Maia, referindo que já pediu reforços aos bombeiros que estavam de folga.

A Junta de Freguesia de Modivas pede "compreensão e o cuidado" à população numa publicação que fez pelas 10:00, explicando que devido ao "forte temporal desta madrugada" existem "várias zonas da (...) freguesia inundadas" e que a Rua da Lage e EN 13 (Viso) estavam "cortadas, pois a Ribeira da Lage galgou as margens".

De acordo com o balanço mais recente da Proteção Civil, entre as 00:00 e as 8:00 de hoje foram registadas 198 ocorrências, sobretudo na área metropolitana do Porto.

O comandante Rui Oliveira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), adiantou à agência Lusa que, do total de ocorrências, a grande maioria, 159, relacionou-se com inundações e 17 com limpeza de vias.

Registaram-se também oito quedas de estruturas, sete movimentos de massa, cinco quedas de árvores e dois salvamentos terrestres.

No terreno estiveram 159 veículos com 411 operacionais, acrescentou a mesma fonte.

Região Norte foi a mais afetada esta noite

Por distribuição geográfica, a região mais afetada foi a Norte, com 132 ocorrências, seguida do centro, com 58, Lisboa e Vale do Tejo, com seis, e o Algarve, com duas.

Especificamente no Norte, a àrea metropolitana do Porto foi a que sofreu maior impacto, com 97 incidentes registados, seguida de Aveiro, com 50.

O comandante Rui Oliveira destacou que a tendência é para que as ocorrências continuem a diminuir, devido ao afastamento da depressão Cláudia e à melhoria do tempo.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje quatro distritos sob aviso laranja, ainda devido à chuva forte: Braga, Faro, Setúbal e Beja estão em alerta devido à chuva persistente, por vezes forte e acompanhada de trovoada.

Os distritos de Viana do Castelo, Porto, Viseu, Aveiro, Coimbra, Portalegre, Santarém e Lisboa estão sob aviso amarelo, assim como a costa sul e regiões montanhosas da Ilha da Madeira, devido à previsão de chuva forte e trovoada.

O distrito de Évora encontra-se igualmente sob aviso amarelo, mas por causa do vento, que será forte, com rajadas que podem chegar aos 80 km por hora.

Toda a costa ocidental e sul do país encontra-se também sob aviso amarelo, devido à agitação marítima.