Meteorologia

Depressão Cláudia: três distritos sob aviso laranja e restantes a amarelo, só Bragança escapa

Apesar de a depressão Cláudia começar a dar tréguas, este sábado ainda vai ser marcado por muita chuva em todo o país. Há, aliás, três distritos sob aviso laranja: Setúbal, Beja e Faro. Os restantes vão estar sob aviso amarelo assim como a ilha da Madeira. Mas prepare-se para uma nova mudança do estado do tempo na segunda quinzena deste mês.

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Setúbal, Beja e Faro continuam, este sábado, sob aviso laranja, pelo menos até às 15:00, devido às previsões de chuva persistente, por vezes forte e acompanhada de trovoada, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Na mesma situação mas apenas até às 10h00 de hoje está o distrito de Braga.

Os distritos de Viana do Castelo, Porto, Viseu, Aveiro, Coimbra, Portalegre, Santarém e Lisboa estão sob aviso amarelo, assim como a costa sul e regiões montanhosas da ilha da Madeira, devido à previsão de chuva forte e trovoada.

O distrito de Évora encontra-se igualmente sob aviso amarelo, mas por causa do vento, que será forte, com rajadas que podem chegar aos 80 km por hora.

Toda a costa ocidental e sul do país se encontra também sob aviso amarelo, devido à agitação marítima.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo, quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica”.

No balanço mais recente, a Proteção Civil indica que entre a meia-noite e as 8h00 deste sábado gistou quase 200 ocorrências, a maioria são inundações e quedas de árvores e outras estruturas. A área metropolitana do Porto e Aveiro foram as regiões onde foram registados mais estragos.

Depressão Cláudia provocou mais de 2.800 ocorrências

As ocorrências desta manhã somam-se às 2.806 registadas até às 22:00 de sexta-feira em Portugal continental ,devido ao mau tempo, sobretudo na Península de Setúbal e Grande Lisboa.

Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) referiu à Lusa, num balanço pelas 22:15 de ontem, que das 2.806 ocorrências, 1.507 foram por inundações, 529 por quedas de árvore e 311 por limpezas de via.

A Península de Setúbal foi a sub-região mais afetada, com 597 destas ocorrências, seguida da Grande Lisboa (349) e Algarve (285).

Em comunicado, a ANEPC destacou que o impacto dos efeitos do agravamento do estado do tempo pode ser minimizado através de comportamentos preventivos adequados, em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, com a adoção de medidas como a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais.

A Proteção Civil recomenda ainda aos cidadãos que tenham especial cuidado na circulação e permanência em áreas arborizadas, que adotem precauções na circulação junto à orla costeira e zonas ribeirinhas e que evitem atividades relacionadas com o mar, como pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, bem como o estacionamento de veículos junto à orla marítima.

Outras das medidas preventivas passam por uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e prestando especial atenção à eventual formação de lençóis de água nas vias rodoviárias; não atravessar zonas inundadas, prevenindo o risco de arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas; e retirar de zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e outros bens para locais seguros.

A depressão Cláudia afeta desde quarta-feira Portugal continental e o arquipélago da Madeira com chuva, vento e agitação marítima fortes.