A Proteção Civil informou que Portugal já ativou o serviço europeu Copernicus para recolha de imagens de satélite das áreas afetadas pela depressão Kristin.
A ativação, através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, foi feita às 13h40 de quarta-feira, 28 de janeiro.
"Esta ativação decorre da necessidade de recolher imagens de satélite das áreas afetadas nas sub-regiões de Coimbra, Leiria, Beira Baixa, Médio Tejo e Oeste, bem como de proceder à produção de produtos de análise de impacto da depressão Kristin", lê-se no comunicado divulgado esta sexta-feira.
A Proteção Civil acrescenta que não houve necessidade de acionar mecanismos adicionais, nomeadamente a nível de apoios, por “não se encontrarem esgotadas as capacidades e os meios dos níveis inferiores (local, regional e nacional)”.
Garante, no entanto, que está em contacto permanente com o Emergency Response and Coordination Centre (ERCC) para “eventual acionamento em caso de necessidade”.
O Copernicus é um programa da União Europeia de observação da Terra por satélite e é executado em parceria com os Estados-Membros e a Agência Espacial Europeia.
Depressão Kristin deixa rasto de destruição
Caíram árvores e estruturas, milhares de casas ficaram sem luz e sem água, muitas escolas fecharam e estradas foram cortadas. Estes foram alguns dos efeitos da depressão Kristin em Portugal. Pelo menos cinco pessoas morreram.
Os estragos foram muitos de Norte a Sul do país. Porém, os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Há carros danificados, telhados arrancados, pessoas desalojadas, montras partidas, estruturas derrubadas e não só. As rajadas de vento estiveram próximas dos 180 km/h em alguns pontos do país.
Pelo menos cinco pessoas morreram devido à passagem da depressão Kristin em Portugal esta quarta-feira. Três em Leiria, uma em Vila Franca de Xira e uma na Marinha Grande.
Destas cinco vítimas, apenas quatro foram confirmadas pela Proteção Civil: as de Leiria e a de Vila Franca de Xira. A quinta vítima foi avançada pela Câmara da Marinha Grande.
