A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, reconhece que a tempestade Kristin foi um "evento como não há memória" e equipara-a a um "furacão".
"Isto foi um evento como não há memória, como não há registo. Desde que há registos em Portugal, não tivemos um evento com esta severidade e deste tipo. Tivemos já eventos muito severos de inundações no passado, mas de velocidade de vento nunca tivemos um evento destes", assinala.
Em direto a partir da zona de Leiria, refere que o sistema elétrico nacional é "complexo", que requer "alguém muito capacitado".
"São quilómetros de linhas que têm de ser recuperadas. É como reconstruir o sistema elétrico nacional nesta zona. Ficámos com um sistema elétrico destruído por onde o furacão passou. Isto foi um furacão".
Questionada sobre os geradores, adianta que estão a ser usados cerca de 300 e há mais 200 disponíveis. Contudo, acrescenta que há "toda uma logística associada": o transporte, a dimensão, o local onde vão ficar para cobrirem um "máximo número de pessoas".
As autoridades estão contacto com as autarquias para enviar os 200 geradores para locais onde forem solicitados, explica ainda.
Maria da Graça Carvalho reconhece que tem sido feito um "trabalho impressionante" no estabelecimento da rede.
"E-Redes está a fazer o máximo possível, mas isto foi uma catástrofe."
A ministra lembra ainda que as condições meteorológicas vão agravar-se, o que pode dificultar os trabalhos, que estão a ser feitos "em péssimas condições".
"Não há possibilidade de escoar a água. O chão está completamente ensopado", acrescenta.
