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O que fazer em caso de inundação? Bombeiro deixa recomendações

O comandante dos bombeiros de Loures explica o que fazer em caso de cheias e apela à população que não se coloque em perigo escusadamente.

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Os bombeiros estão a receber muitos pedidos de ajuda nas últimas horas, sobretudo devido a inundações, quedas de árvores e condicionamentos no trânsito relacionados com acidentes de trânsito provocados pela chuva intensa, sobretudo na região de Lisboa.

Em entrevista à SIC, Ricardo Correia, comandante dos bombeiros de Loures, explica que o sistema "está sob pressão”, mas até agora “tem estado a dar resposta a todas as ocorrências que já vão num valor bastante elevado para esta hora da manhã”.

As inundações estão a atingir localidades que não estão habituadas a lidar com cheias. Qual a melhor forma de reagir perante a subida súbita do nível das águas? Ricardo Correia deixa várias recomendações:

  • Sair de casa antes desta ficar rodeada de água;
  • Retirar os bens dos patamares inferiores da habitação e colocá-los numa zona mais elevada;
  • Não conduzir carros para vias que estão inundadas - “tem acontecido ao longo dos últimos dias muitas situações em que as pessoas arriscam passar por vias inundadas e acabam por ficar lá também com os seus veículos”;
  • Respeitar a sinalização, muitas vezes ignorada por “curiosidade ou aflição de querer ir a algum lado” - há pessoas que “passam vias fechadas e muitas vezes acabam por ficar também elas em situações de perigo que eram escusadas".

O comandante lembra ainda que a prioridade dos bombeiros continua a ser a vida humana.

“As quedas de árvores são importantes, as derrocadas são importantes, criam constrangimentos, criam efetivamente dificuldades na vida das pessoas, mas sempre que a vida estiver em primeiro vamos ter de dar prioridade às vidas. Não podemos esquecer que o país continua a funcionar, continuamos a ter pessoas que ficam doentes, continuamos a ter acidentes de viação, continuamos a ter incêndios na área urbana e industrial e esses continuam a ter de ser respondidos.”