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Revista Time nomeia jornalistas presos ou mortos como Figura do Ano

Capa dedicada aos "guardiões", que foram presos ou assassinados durante 2018, pela sua "luta pela verdade".

A revista Time escolheu para Figura do Ano um grupo de jornalistas, a que chama de "os guardiões", que foram presos ou assassinados durante 2018, pela sua "luta pela verdade".

Jamal Khashoggi, o jornalista saudita assassinado na embaixada da Arábia Saudita na Turquia, em outubro passado, é a figura mais reconhecida de um grupo de jornalistas presos ou assassinados, ao longo de 2018, que a revista Time escolheu para Figura do Ano.

Osman Orsal

Khashoggi, que era colunista do jornal Washington Post e crítico do governo da Arábia Saudita, foi assassinado em outubro passado no interior da embaixada saudita em Istambul, num ato concertado que as autoridades turcas e várias agências de informação consideram que foi ordenada pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.

A lista inclui ainda quatro jornalistas do jornal Capital Gazette que foram mortos a tiro num massacre na capital do estado de Maryland, nos EUA, em julho passado, por um homem que tinha processado a publicação e perdido o caso em tribunal.

Jose Luis Magana

Dois jornalistas da agência Reuters, Wa Lone e Kyaw Soe Oo, entram também na lista, por terem sido condenados a sete anos de prisão, em setembro, acusados de terem revelado segredos de Estado, no decurso de uma investigação sobre massacres de muçulmanos rohingya.

Ann Wang

A lista termina com Maria Ressa, jornalista filipina cujo 'site' (Rappler) foi processado por difamação pelo governo das Filipinas, após uma investigação sobre corrupção.

Eloisa Lopez

O anúncio da Figura do Ano foi feito hoje em Nova Iorque, durante uma emissão do programa "Today", da NBC, em Nova Iorque, pelo diretor da revista, Edward Felsenthal.

Todos os anos, a revista Time escolhe uma pessoa ou grupo de pessoas que mais influenciaram as notícias e o mundo, "para o melhor e para o pior", durante o ano que finda.

Em 2017, a Figura do Ano da revista Time tinham sido as mulheres que lideraram o movimento "MeToo", contra abusos sexuais.

Lusa

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