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UE pede que se "evitem provocações" após incidentes no mar de Omã

Dois petroleiros terão sido atacados, no Irão.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, pediu hoje que se "evitem quaisquer provocações", na sequência dos presumíveis ataques a dois petroleiros no mar de Omã, ao largo do Irão.

"A região não precisa de novos fatores de desestabilização ou de tensão e, consequentemente, a Alta Representante renova o seu apelo de contenção máxima e para que se evitem quaisquer provocações", afirmou a porta-voz de Mogherini, Maja Kocijancic.

"Estamos a recolher informações sobre este incidente", acrescentou.

Dois petroleiros terão sido atacados no golfo de Omã, perto do estreito de Ormuz, segundo a Marinha dos Estados Unidos da América (EUA).

Os navios ficaram em chamas e as tripulações foram retiradas, segundo o armador, japonês, de um dos petroleiros.

O incidente é o segundo num mês no estreito de Ormuz e ocorre num momento de tensão acrescida entre o Irão e os Estados Unidos.

Ele ocorre, por outro lado, quando o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, está de visita ao Irão, uma coincidência que o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano considerou suspeita.

"A palavra suspeita não é suficiente para descrever" esses "ataques" contra dois petroleiros "ligados ao Japão, que ocorreram enquanto o primeiro-ministro [japonês] se reunia" com o líder supremo iraniano em Teerão, escreveu na rede social Twitter Mohammad Javad Zarif.

A visita de Abe é a primeira de um chefe de Governo japonês desde a revolução islâmica de 1979 e a primeira de um líder de um país do G7 desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, se retirou do acordo nuclear.

O Japão é um importante aliado dos Estados Unidos da América e tem um histórico de relações comerciais com o Irão muito profundo, o que torna este país um potencial mediador do conflito entre aqueles dois países.

LUSA

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