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"Irão não cede a sanções cruéis e insultos", garante líder supremo

Irão avisa os Estados Unidos e qualquer país para não ousarem violar o espaço aéreo.

O líder supremo do Irão, o aiatola Ali Khamenei, escreveu hoje no seu site que as negociações propostas pelos Estados Unidos são uma deceção e que o Irão não vai ceder a sanções "cruéis" e a "insultos".

"Os responsáveis mais perversos do Governo (dos EUA) acusam o Irão insultam-no. A nação iraniana não cederá nem recuará perante tais insultos".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, promulgou na segunda-feira novas sanções contra vários responsáveis iranianos, entre eles o aiatola Ali Khamenei.

As autoridades norte-americanas também informaram que planeiam sanções contra o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohammad Javad Zarif.

Logo a seguir, o conselheiro de segurança nacional dos EUA, John Bolton, disse que a porta permanece aberta a "negociações reais".

"As negociações são um engano. (...) Eles dizem para baixarmos as armas para fazerem o que quiserem de nós", escreve Ali Khamenei no seu site.

O Presidente iraniano, Hassan Rohani, também acusou os Estados Unidos de mentirem quando disseram que queriam negociar com Teerão

"Ao mesmo tempo em que apelam às negociações, tentam sancionar o ministro das Relações Exteriores! É óbvio que estão a mentir", disse Rohani, num discurso transmitido pela televisão.

Presidente iraniano responde às sanções dos EUA: "Sofrem de um distúrbio mental"

Postura do Irão é "insultuosa e ignorante", afirma Donald Trump

O Presidente dos Estados Unidos disse esta terça-feira que a reação do Irão à proposta de Washington de manter a porta aberta para negociações é "insultuosa e ignorante", advertindo que qualquer ataque iraniano será seguido de represálias norte-americanas "esmagadoras".

"A declaração muito ignorante e insultuosa do Irão, divulgada hoje, mostra apenas que eles não compreendem a realidade. Qualquer ataque do Irão a qualquer alvo norte-americano será recebido com grande e esmagadora força. Em algumas áreas, esmagadora irá significar destruição", referiu Donald Trump numa mensagem publicada na rede social Twitter, que termina com uma referência à anterior administração norte-americana liderada por Barack Obama, que firmou o acordo nuclear com Teerão em 2015.

"Não há mais John Kerry [ex-secretário de Estado] e Obama!", disse Trump, cuja administração decidiu retirar unilateralmente os Estados Unidos do pacto nuclear em maio de 2018 e restabelecer sanções ao Irão.

Washington diz que as novas sanções foram tomadas para desencorajar Teerão de desenvolver armas nucleares e de apoiar grupos extremistas.

A decisão foi tomada num clima de crescentes tensões entre o Irão e os EUA sobre o acordo nuclear de Teerão com diversas potências mundiais e que foi abandonado por Washington.

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