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Líder dos conservadores da Escócia anuncia demissão

Jane Barlow

Há 8 anos líder dos Tories, Ruth Davidson admite agora abandonar o poder, após anos a tentar travar o Brexit.

Há 8 anos líder dos Tories, Ruth Davidson admite agora abandonar o poder, após anos a tentar travar o Brexit.

Ruth Davidson admitiu hoje abandonar a liderança dos trabalhistas da Escócia por não conseguir lidar com as exigências da vida política com a familiar, sugerindo que não seria candidata em 2021.

Ano e meio antes, a líder de 40 anos dá sinais de desgaste do processo de saída da União Europeia que se arrasta há três anos e continua a dividir o Reino Unido.

Numa carta enviada à Presidente do Governo escocesa e aliada no executivo de Edimburgo Ruth Davidson é perentória:

"Temo que ao tentar ser uma boa líder política ao longo destes anos, tenha sido uma filha, irmã, parceira e amiga pobre", afirmou Davidson que reforçou o poder dos Tories no país em Westminster e junto do executivo de Nicola Sturgeon.

Ruth Davidson fez campanha pelo "Não" no referendo que ditou a saída do Reino Unidos da União Europeia em 2016 e volta a garantir que continuará a apoiar o partido, o Governo regional e a a posição da Escócia no Reino Unido.

Isto um dia depois do Governo britânico obter na quarta-feira autorização da rainha Isabel II para suspender o parlamento durante cinco semanas, a partir de um dia a determinar entre 09 e 12 de setembro até 14 de outubro.

O objetivo, invocou o primeiro-ministro, Boris Johnson, é "apresentar uma nova agenda legislativa nacional ousada e ambiciosa para a renovação do país após o Brexit".

A suspensão do parlamento foi fortemente criticada pela oposição, que vê nela uma tentativa de limitar significativamente o tempo para os deputados apresentarem medidas para impedir uma saída do Reino Unido da União Europeia (UE) sem acordo.

Mas nas fileiras dos conservadores moderados a suspensão também originou agitação e, vários media, indicaram na quarta-feira que Davidson se poderia demitir hoje.

Manifestações contra a suspensão do parlamento, qualificada pela generalidade dos opositores como um ataque à democracia, realizaram-se em Londres e noutras cidades britânicas e uma petição contra a medida já ultrapassou um milhão de assinaturas.

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