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Ex-funcionária acusa Robert De Niro de assédio e discriminação

Carlo Allegri

Alegada vítima pede para ser compensada com pelo menos 11 milhões de euros por salários e danos perdidos.

Uma ex-funcionária acusou Robert De Niro de abuso verbal, comportamento inadequado e discriminação de género num processo judicial acionado pela empresa do ator por ter gasto centenas de milhares de dólares com um cartão de crédito da empresa.

A mulher, Graham Chase Robinson, diz que De Niro a submeteu a "contactos físicos indesejados", que repetidamente lhe fez comentários ofensivos e que foi forçada a assumir tarefas domésticas que não eram pedidas a funcionários do sexo masculino.

Entre outras coisas, a ex-funcionária diz que o ator a fez coçar as costas, apertar as camisas ou lavar a roupa.De acordo com o processo, que decorre num tribunal federal de Nova Iorque, Robinson disse ainda que a estrela de Hollywood lhe pagava menos do que aos seus colegas, apesar de ter maiores responsabilidades.Robinson pede para ser compensada com pelo menos 11 milhões de euros por salários e danos perdidos.

O processo surge depois de a empresa do ator, a Canal Productions, ter acusado a ex-funcionária de ter gasto dinheiro da empresa com despesas pessoais e de passar muito do seu tempo a assistir a séries de televisão.

A empresa alegou que, por exemplo, Robinson usou o cartão de crédito para pagar cerca de 11 mil euros em restaurantes e 29 mil euros em viagens de táxi e uber.

A Canal Productions pede 5,5 milhões de euros de indemnização e descreveu a mulher como uma funcionária que usou a confiança que detinha para se aproveitar em beneficio pessoal.

Lusa