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Paz na Etiópia alimenta esperança de "estabilidade" na região, sublinha Guterres

Samuel Habtab / AP

O primeiro-ministro etíope é uma das razões quando Guterres diz “ventos de esperança que sopram com mais força em África”.

O secretário-geral das Nações Unidas aplaudiu hoje a atribuição do Nobel da Paz ao primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, pelo seu papel na reconciliação da Etiópia com a vizinha Eritreia, que disse alimentar a esperança de “estabilidade” na região.

O acordo de paz entre os dois países “abriu novas oportunidades para a segurança e a estabilidade na região e a liderança do presidente Ahmed forneceu um formidável exemplo aos países de África e de outros lugares que procuram superar as resistências do passado e colocar o interesse do povo em primeiro lugar”, afirmou o responsável da ONU, António Guterres, em comunicado, a partir de Copenhaga, onde participa num encontro de grandes cidades sobre o clima.

Guterres recordou que se refere frequentemente aos “ventos de esperança que sopram com mais força em África” e o primeiro-ministro etíope é uma das razões para isso.

O líder da Organização das Nações Unidas afirmou-se honrado por ter presenciado a assinatura do acordo de paz entre a Etiópia e a Eritreia no ano passado, que colocou um fim a um dos conflitos mais duradouros de África.

De acordo com o Comité Nobel norueguês, o prémio foi atribuído ao primeiro-ministro da Etiópia pelo "seu importante trabalho para promover a reconciliação, a solidariedade e a justiça social".

O prémio também visa reconhecer "todas as partes interessadas que trabalham pela paz e reconciliação na Etiópia e nas regiões leste e nordeste da África”, sublinha a nota.

“Abiy Ahmed Ali iniciou importantes reformas que proporcionam a muitos cidadãos a esperança de uma vida melhor e de um futuro melhor", acrescenta o comunicado.

O Comité Norueguês do Nobel acredita que é agora que os esforços de Abiy Ahmed merecem reconhecimento e precisam de incentivo.

No ano passado, o prémio foi atribuído ao médico congolês Denis Mukwege e à ativista de direitos humanos Nadia Murad devido aos esforços dos dois laureados para acabar com a violência sexual como arma nos conflitos e guerras de todo o mundo.

Lusa