Mundo

Lula da Silva sai da prisão

Leo Correa

O ex-Presidente brasileiro Lula da Silva já saiu esta sexta-feira da prisão, em Curitiba. Centenas de apoiantes receberam o antigo Presidente do PT, que esteve preso durante 580 dias.

A decisão de libertar Lula da Silva foi tomada hoje pelo juiz Danilo Pereira, da 12.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, que aceitou o pedido da defesa do antigo Presidente do Brasil e autorizou a sua saída da sede da Polícia Federal de Curitiba, onde esteve preso durante um ano e sete meses.

Nas primeiras palavras dirigidas aos apoiantes, Lula da Silva disse que resistiu, durante 580 dias de prisão, à "safadeza" do "lado podre" do Ministério Público, da Polícia e da Receita Federal fizeram para "criminalizar a esquerda brasileira". Veja aqui as declarações do ex-Presidente.

A libertação de Lula surge na sequência de uma alteração da lei pelo Supremo Tribunal Federal que proíbe a prisão após condenação em segunda instância dos réus que recorrem para tribunais superiores.

Luiz Inácio Lula da Silva, que governou o Brasil entre 2003 e 2010, viu a sua libertação decidida por um juiz em menos de 24 horas após uma decisão do STF, na quinta-feira, ter alterado a jurisprudência e proibir a prisão após condenação em segunda instância dos réus que recorrem para tribunais superiores. Veja aqui o momento em que Lula da Silva foi libertado.

O histórico líder do Partido dos Trabalhadores (PT) foi preso após ter sido condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), num processo sobre a posse de um apartamento, que os procuradores alegam ter-lhe sido dado como suborno em troca de vantagens em contratos com a estatal petrolífera Petrobras pela construtora OAS.

Lula da Silva anunciou que após sair da cadeia pretende participar em grandes viagens pelo país, as famosas "caravanas", para aumentar a sua popularidade e incorporar a oposição ao Presidente do país, Jair Bolsonaro.

Hoje de manhã, dezenas de apoiantes do antigo chefe de Estado reuniram-se perto da sede da Polícia Federal, em Curitiba, para gritar "Olá Presidente Lula!".

Rodolfo Buhrer

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