Nunca houve tanta gente deslocada no mundo, nem tantos refugiados. As Nações Unidas falam em números recorde para uma estatística que não podia ser mais negativa. Só em 2018, mais de 70 milhões de pessoas foram obrigadas a abandonarem o local onde viviam. Ou seja, mais de 37 mil pessoas por dia, 25 a cada minuto, a terem de fugir de casa.
As guerras, perseguições, violação dos direitos humanos e os desastres naturais criaram um movimento de deslocados, nunca antes registado. E, destes, mais de 26 milhões são refugiados que vivem, na sua maioria, ao cuidado da ONU, organizadora do primeiro Forum Mundial sobre refugiados, que começa esta terça-feira em Genebra, na Suíça, com a participação de centenas de países.
Mais de metade dos refugiados têm menos de 18 anos e dois terços são oriundos de apenas 5 países: Síria, Afeganistão, Sudão do Sul, Myanmar e Somália.
A Turquia é quem mais refugiados acolhe em todo o mundo, com quase 4 milhões de migrantes a viverem, em campos de acolhimento, espalhados pelo país, muitas vezes sem quaisquer condições de higiene e segurança.
Um ano depois da adoção, em Nova Iorque, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, do Pacto Global sobre Refugiados, o objetivo do Fórum das Nações Unidas é garantir um esforço global que alivie a carga sobre os países de acolhimento e crie melhores condições de vida nas regiões de onde as pessoas fogem.
Portugal estará representado pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.
