Mundo

Mais de 40 mil pessoas abandonam casa nas Filipinas por causa do vulcão Taal

As cinzas e o fumo denso também já obrigaram dezenas a procurarem ajuda nos hospitais, com problemas respiratórios.

Todos os serviços públicos estão fechados, à excepção dos hospitais e centros de saúde, que já começaram a tratar dezenas de pessoas com dificuldades respiratórias, causadas pelas cinzas expelidas pelo vulcão Taal. O ar, nas zonas em redor, é denso e perigoso e o governo continua a dar ordem de evacuação para todas as aldeias e vilas que ficam num raio de 14 quilómetros em redor do lago onde está o vulcão.

Mais de 40 mil pessoas tiveram de abandonar as próprias casas mas há muitas que insistem em ficar, apesar do perigo. Mesmo na capital, Manila, a mais de 60 quilómetros, as escolas não abriram esta terça-feira e o aeroporto internacional continua condicionado com centenas de voos cancelados e milhares de passageiros em terra.

Desde que entrou em erupção, o Taal continua a expelir lava que já atinge quase os 800 metros de altura e sucedem-se os tremores de terra, alguns com bastante intensidade. Os sismologistas dizem que há novas fissuras nas paredes dos vários cones do vulcão e que isso pode significar um aumento da actividade e um maior risco de que aconteça uma grande erupção. A última vez que o Taal explodiu, em 1965, morreram centenas de pessoas, e o governo filipino insiste que as populações têm de fugir o quanto antes.

E, porque mesmo em momentos de grande perigo, há quem não mude de planos, as imagens e fotografias de um casamento ficarão, seguramente, para a história, como as únicas com um cenário onde se vê um vulcão em atividade. A boda foi no domingo, numa localidade a menos de 30 quilómetros do Taal e, dizem os convidados, para o fim da festa, o recinto já estava todo coberto pelas cinzas vulcânicas.