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Trump acusado de violar a lei por reter ajuda à Ucrânia

Jonathan Ernst

Informação divulgada num relatório do Governo norte-americano.

O Executivo de Donald Trump está a ser acusado de ter violado a lei ao reter a ajuda à Ucrânia, afirma a agência de fiscalização do Governo. Num relatório, o órgão de fiscalização descobriu que o dinheiro foi retido "por um motivo político, o que não é permitido pela lei".

Em causa, estará a retenção de fundos do Departamento de Defesa para ajuda militar à Ucrânia. "A execução fiel da lei não permite que o Presidente substitua as suas prioridades políticas pelas que o Congresso promolgou", escreveu o advogado Thomas Armstrong no relatório divulgado esta quinta-feira, durante o julgamento do processo de destituição de Donald Trump.

A agência independente, que reporta diretamente ao Congresso, revelou que o Departamento de Administração e Orçamento violou a lei de controlo de reembolso, ao adiar a ajuda à Ucrânia, no esforço de guerra contra a Rússia, "por razões políticas" e não por necessidades orçamentais técnicas.

A agência dá, assim, razão ao argumento dos Democratas no Congresso, que acusam Donald Trump de ter colocado os seus interesses políticos (a investigação de um seu adversário político) sobre os interesses do país (ajudar a Ucrânia a combater os interesses ilegítimos da Rússia, no leste daquele país).

O Presidente norte-americano foi acusado, no mês passado, de abuso de poder por pressionar a Ucrânia a investigar rivais democratas, enquanto retinha a ajuda militar, e por obstruir a investigação levada a cabo pelo Congresso.