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Tribunal Internacional exige a Myanmar que tome medidas para evitar genocídio dos Rohingya

O êxodo dos rohingyas teve início em meados de agosto de 2017, quando foi lançada uma operação militar do exército birmanês contra o movimento rebelde Exército de Salvação do Estado Rohingya devido a ataques da rebelião a postos militares e policiais.O Estado de Myanmar, de maioria budista, não reconhece esta minoria e impõe múltiplas restrições aos rohingyas, nomeadamente a liberdade de movimentos.

NYUNT WIN

Aung San Suu Kyi esteve há um mês no tribunal a defender o país das acusações.

O Tribunal Internacional de Justiça ordenou na quinta-feira que Myanmar tome "todas as medidas" ao seu alcance para proteger a população muçulmana Rohingya e evite atos que possam levar ao genocídio desta minoria.

Uma vitória para a Gâmbia, que levou o caso ao tribunal acusando Myanmar de violar a Convenção das Nações Unidasde 1948 para a prevenção do crime de genocídio.

O painel de 17 juízes do tribunal com sede em Haia aprovou por unanimidade a imposição de medidas para que Myanmar, considerando que os Rohingya estão "em sério risco de genocídio".

O tribunal deu ordem para que Myanmar faça um relatório dentro de quatro meses a informar o que está a fazer para cumprir esta ordem.

Suu Kyi negou em tribunal "intenção de genocídio"

A líder de facto de Myanmar, Aung San Suu Kyi, esteve há um mês no tribunal a defender o seu país das acusações.

Afirmou em Haia que o exército está a fazer frente a uma onda de violência extremista no estado de Rakhine, descrevendo a violência como "um conflito armado interno" desencadeado pelos ataques dos militantes Rohingya contra postos de segurança do Governo.