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Parlamento espanhol rejeita investigação às finanças de Juan Carlos

Reuters TV

Em causa estava um pagamento de 88 milhões de euros do falecido rei saudita Abdullah, em 2008.

A Mesa do parlamento espanhol rejeitou os pedidos de criação de uma comissão de inquérito para investigar se o rei emérito espanhol, Juan Carlos, recebeu milhões de euros em comissões da Arábia Saudita.

Os projetos afastados foram iniciados depois de conhecido uma investigação do Ministério Público suíço sobre uma conta bancária alegadamente administrada pelo monarca espanhol, que teria recebido um pagamento de 88 milhões de euros do falecido rei saudita Abdullah, em 2008.

De acordo com uma proposta idêntica que já tinha sido rejeitada em 2018, pretendia-se saber se o dinheiro foi uma comissão a Juan Carlos pela sua intermediação em vários negócios, entre eles um contrato ganho por um consórcio espanhol para construir a ligação de comboio de alta velocidade que liga Meca a Medina, na Arábia Saudita.

O diário suíço La Tribune de Genève noticiou na semana passada que em 2012, parte da soma total alegadamente recebida pelo rei emérito, mais precisamente 65 milhões de euros, foi entregue por Juan Carlos à sua antiga amante, Corinna zu Sayn-Wittgenstein.Citando fontes próximas do processo, o diário avançava que estas transações estavam no centro de uma investigação criminal aberta em 2018 em Genebra (Suíça) sobre "suspeitas de lavagem de dinheiro".

As propostas de abertura da investigação foram feitas pela formação de extrema-esquerda Unidas Podemos, que está coligado no Governo minoritário com o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), e por outros partidos regionais mais pequenos, incluindo dois independentistas catalães.

O PSOE juntou-se aos partidos da oposição de direita, PP (Partido Popular) e Vox (extrema-direita) para votar contra as propostas, depois de os serviços de apoio jurídico do parlamento terem considerado que tal investigação era inconstitucional.