Mundo

Telescópio na Terra revela os segredos das violentas tempestades em Júpiter

Gemini Observatoy

Uma das melhores e mais nítidas imagens de Júpiter.

Os astrónomos conseguiram uma nova imagem notável de Júpiter que capta as regiões que se escondem sob o as nuvens do gigante gasoso. E tudo isto a partir de um telescópio na Terra que combinou os dados recolhidos pelo telescópio espacial Hubble e pela sonda Juno

Durante três anos foram recolhidas as observações ultra-violeta do Hubble e os sinais de rádio captados pela sonda Juno e, através dos infravermelhos do Telescópio do Observatório Gemini, no Havai, foi obtida uma das imagens mais nítidas do planeta gasoso..

Os investigadores concluíram que os relâmpagos em Júpiter estão concentrados em gigantescos tornados de ar húmido em nuvens profundas de água gelada e líquida que podem atuar como uma espécie de válvula de libertação de energia para o planeta inteiro, segundo o líder da equipa Michael Wong, da Universidade de Berkeley na Califórnia.

As novas observações também confirmam que manchas escuras na famosa Grande Mancha Vermelha são na verdade buracos na cobertura de nuvens e não variações de cores das nuvens.

A famosa Grande Mancha Vermelha de Júpiter é uma tempestade permanente e maior que a Terra.

A famosa Grande Mancha Vermelha de Júpiter é uma tempestade permanente e maior que a Terra.

Gemini Observatoy/NASA, ESA, and Mike Wong of UC Berkeley

Missão Juno para desvendar os segredos de Júpiter

Lançada a 5 de agosto de 2011, a sonda Juno entrou na órbita de Júpiter a 4 de julho de 2016. Tem como missão sobrevoar o gigante gasoso e o maior planeta do sistema solar.

A maioria dos sobrevoos são feitos a uma distância entre 10 mil e 4.667 quilómetros acima das nuvens, muito mais próximos do que o precedente recorde de 43 mil quilómetros estabelecido pela sonda norte-americana Pioneer 11, em 1974.

Cerca de dois meses depois de entrar na órbita de Júpiter, a Juno enviou as primeiras imagens inéditas.