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Adiada leitura da sentença do assassínio do antigo PM do Líbano

Rafic Hariri, antigo primeiro-ministro do Líbano.

STR

Decisão do Tribunal Especiaol do Líbano foi tomada devido às explosões que ocorreram em Beirute na terça-feira.

O Tribunal Especial para o Líbano (TEL) anunciou hoje o adiamento da leitura da sentença do julgamento de quatro suspeitos de envolvimento no assassínio, em 2005, do antigo primeiro-ministro libanês, Rafic Hariri, devido às explosões de terça-feira em Beirute.

O anúncio do veredicto, previsto para quinta-feira, foi adiado para 18 deste mês "em sinal de respeito às incontáveis vítimas", refere o tribunal, com sede em Haia (Países Baixos), em comunicado."

(O TEL) está profundamente entristecido e chocado pelos trágicos acontecimentos que assolaram o Líbano" na tarde de terça-feira, e expressa "solidariedade com o povo libanês neste momento difícil", lê-se na nota.

Rafic Hariri, primeiro-ministro até à sua demissão, em outubro de 2004, foi assassinado em fevereiro de 2005, quando um camião armadilhado atingiu o veículo blindado em que seguia numa estrada costeira de Beirute.

No atentado, morreram também 21 outras pessoas, enquanto outras 226 ficaram feridas.

Os quatro acusados, todos presumíveis membros do movimento xiita Hezbollah, foram julgados à revelia.

O Hezbollah, que rejeitou qualquer envolvimento, recusou entregar os suspeitos, apesar dos vários mandados de captura emitidos pelo TEL.

Duas fortes explosões sucessivas sacudiram Beirute na terça-feira, causando pelo menos 117 mortes e dezenas de desaparecidos, bem como ferimentos em mais de 4.000 pessoas, segundo um novo balanço divulgado hoje pelo ministro da Saúde libanês, Hamad Hassan.

As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesas.

O atual primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.

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