A União Europeia (UE) vai enviar 33 milhões de euros de ajuda de emergência para o Líbano, para além de equipas e meios técnicos, na sequência das explosões no porto de Beirute, na terça-feira, anunciou esta quinta-feiraa Comissão Europeia.
Para além da verba, prometida pela presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, numa conversa telefónica com o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, a UE colocou à disposição de Beirute equipas especializadas na deteção química, biológica, radiológica e nuclear e um navio militar com capacidade de helicóptero para evacuação médica, e equipamento médico e de proteção.
A UE destacou já mais de 100 bombeiros altamente treinados de busca e salvamento, com veículos, cães e equipamento médico de emergência.
A verba que Bruxelas está a mobilizar destina-se a custear as primeiras necessidades de emergência, apoio médico e equipamento, e proteção de infraestruturas críticas, segundo um comunicado, podendo ser mobilizado um maior apoio em função da avaliação das necessidades humanitárias em curso.
Foi também anunciada a mobilização de peritos e equipamento para ajudar a avaliar a extensão dos danos e manusear substâncias perigosas como o amianto e outros produtos químicos.
Isto pode ser importante para as estruturas civis, mas também para a reabilitação do Porto de Beirute.
Proteção Civil pronta para enviar quatro equipas para o Líbano
A Proteção Civil portuguesa está pronta para a qualquer momento enviar até quatro equipas para o Líbano, na sequência das explosões que na terça-feira abalaram Beirute, disse à Lusa o comandante da entidade.
Duarte Costa, comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, disse à Lusa que Portugal pode enviar até quatro equipas, relacionadas fundamentalmente com a resposta a emergência médica, a análise do ar e a atividades em estruturas colapsadas.
"Mantemos a nossa vontade de ajudar, não só através destas equipas como também através do envio de material, que estamos neste momento a analisar", disse o responsável à Lusa.
Duarte Costa explicou que de acordo com o pedido do Governo do Líbano, através do mecanismo da União Europeia (Mecanismo Europeu de Proteção Civil), "Portugal respondeu afirmativamente" e predispôs-se a ajudar através do envio de equipas médicas, de análise do ar e de trabalho em ambiente de construções destruídas.
PORTUGAL DISPONÍVEL PARA ENVIAR 42 OPERACIONAIS PARA O LÍBANO
Num comunicado, o Ministério da Administração Interna já tinha dito que Portugal manifestou disponibilidade para enviar 42 operacionais de uma força conjunta para o Líbano, para prestar auxílio às autoridades locais na sequência das explosões.
O comunicado especifica que a equipa é composta por operacionais da Proteção Civil, GNR, INEM e do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.
Segundo o MAI, os operacionais destacados têm competências nas áreas de busca e salvamento em ambiente urbano, emergência pré-hospitalar e resposta a eventos nucleares, radiológicos, biológicos e químicos.
Líbano declarou duas semanas de estado de emergência
Os prejuízos podem chegar aos cinco mil milhões de euros e a reconstrução demorará um ano, antecipam as autoridades.
Nas redes sociais são cada vez mais os que disponibilizam espaço em casa às cerca de 300 mil pessoas que a perderam. Há hoteis a oferecer quartos e várias clínicas abriram as portas para tratar os feridos.
Beirute recupera a solidariedade dos anos terríveis da guerra civil.

