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Explosões em Beirute. Proteção Civil pronta para enviar quatro equipas para o Líbano

Mohamed Azakir

Portugal pode enviar até quatro equipas, relacionadas fundamentalmente com a resposta a emergência médica, a análise do ar e a atividades em estruturas colapsadas.

A Proteção Civil portuguesa está pronta para a qualquer momento enviar até quatro equipas para o Líbano, na sequência das explosões que na terça-feira abalaram Beirute, disse à Lusa o comandante da entidade.

Duarte Costa, comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, disse à Lusa que Portugal pode enviar até quatro equipas, relacionadas fundamentalmente com a resposta a emergência médica, a análise do ar e a atividades em estruturas colapsadas.

"Mantemos a nossa vontade de ajudar, não só através destas equipas como também através do envio de material, que estamos neste momento a analisar", disse o responsável à Lusa.

Duarte Costa explicou que de acordo com o pedido do Governo do Líbano, através do mecanismo da União Europeia (Mecanismo Europeu de Proteção Civil), "Portugal respondeu afirmativamente" e predispôs-se a ajudar através do envio de equipas médicas, de análise do ar e de trabalho em ambiente de construções destruídas.

No entanto, acrescentou, o que acontece por norma é que os países afetados aceitam primeiro a ajuda dos países mais perto e que por isso podem chegar ao local rapidamente. Além de que qualquer seguimento de pedido é sempre feito através da União Europeia.

Portugal disponível para enviar 42 operacionais para o Líbano

Num comunicado, o Ministério da Administração Interna já tinha dito que Portugal manifestou disponibilidade para enviar 42 operacionais de uma força conjunta para o Líbano, para prestar auxílio às autoridades locais na sequência das explosões.

O comunicado especifica que a equipa é composta por operacionais da Proteção Civil, GNR, INEM e do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.

Segundo o MAI, os operacionais destacados têm competências nas áreas de busca e salvamento em ambiente urbano, emergência pré-hospitalar e resposta a eventos nucleares, radiológicos, biológicos e químicos.

Luz do dia expôs a dimensão real da tragédia

Depois de uma noite de pânico e desesepro, a luz do dia expôs a dimensão real da tragédia.

Há um antes e um depois das 18 horas 08 minutos e 18 segundos, deste dia 4 de agosto em Beirute. A hora exata em que a estação geológica registou um sismo de 3,3 na escala de Richter, e destruiu parte da capital do Líbano.

A luz do dia revelou a extensão dos estragos. Na área em redor do porto nada está onde estava no dia anterior.

Pelo menos 135 pessoas morreram e 5.000 ficaram feridas na explosão que destruiu metade da cidade de Beirute. Há dezenas de desaparecidos e o número de vítimas deverá continuar a subir.

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