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Na devastada Beirute, Presidente francês oferece conforto e um abraço

O presidente francês Emmanuel Macron abraça uma moradora ao visitar uma rua devastada de Beirute, Líbano, na quinta-feira, 6 de agosto de 2020.

Thibault Camus / AP

Emmanuel Macron chegou a Beirute para oferecer apoio francês ao Líbano.

Foi um dos momentos marcantes da visita relâmpago de Emmanuel Macron à devastada Beirute: confrontado por uma mulher perturbada no meio de uma multidão de moradores enfurecidos, o líder francês parou e ofereceu-lhe um abraço.

Thibault Camus / AP

Numa visita pela cidade destruída, Macron viu a fúria da população em relação à liderança libanesa, que é acusada de corrupção e negligência por ter permitido o armazenamento de 2.750 toneladas de nitrato de amónio no porto de Beirute.

Thibault Camus / AP

Rasto de destruição após duas explosões

Duas fortes explosões sucessivas sacudiram Beirute na terça-feira, causando, pelo menos 145 mortos e mais de 5.000 feridos, segundo o último balanço feito pelas autoridades libanesas.

Até 300.000 pessoas terão ficado sem casa devido às explosões, segundo o governador da capital do Líbano, Marwan Abboud.

As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesa.

Hassan Diab, primeiro-ministro libanês, revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.

Na visita por Beirute, uma grande multidão reuniu-se à volta de Macron e começou a cantar slogans antigovernamentais.

“Estás sentado com os senhores da guerra. Eles estão a manipular-nos há um ano", gritou a mulher, citada pela agência Associated Press.

Macron respondeu, garantindo-lhe que entendia as suas preocupações.

"Eu não estou aqui para ajudá-los [governantes]. Estou aqui para vos ajudar".

A multidão aplaudiu e momentos depois, Macron confortou a mulher com um abraço caloroso.

O gesto é característico de Macron, conhecido por se envolver com o público e até dar apertos de mão e beijos na cara a estranhos.

A França governou o Líbano como um protetorado e mantém laços estreitos com o pequeno país do Médio Oriente. Durante a visita, Macron prometeu à multidão que falaria com os líderes políticos do Líbano e jurou tudo fazer contra a corrupção quando o dinheiro da ajuda for entregue.

Bilal Hussein / AP

Presidente do Líbano pede ajuda internacional

Com a capital libanesa praticamente devastada pelas explosões, o Presidente do Líbano pede que se acelere a chegada de ajuda internacional.