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Conflito no Médio Oriente. Mais de 40 mortos nos ataques de domingo 

HAITHAM IMAD

Desde o início dos confrontos em Gaza, já morreram 192 pessoas.

Os confrontos entre israelitas e palestinianos continuam na Faixa de Gaza.

Este domingo, 42 pessoas morreram nos confrontos. É o número diário de mortes mais alto desde que o conflito começou.

Segundo a agência internacional, tudo terá acontecido em apenas 10 minutos.

Durante a madrugada 54 caças da aviação de Israel atacaram nove residências de comandantes do movimento islâmico Hamas e 15 quilómetros de túneis conhecidos como "Metro" onde supostamente se escondem os altos cargos das milícias, principais objetivos das ofensivas militares israelitas.

Os ataques aéreos israelitas terão ainda destruído três edifícios. Do lado do Hamas, também foram lançados foguetes para zonas civis.

Desde o início dos confrontos em Gaza, já morreram 192 pessoas, 58 das quais são crianças.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza ficaram feridas até ao momento 1.235 pessoas.

Apesar dos vários apelos para o cessar fogo, o primeiro-ministro israelita já avisou que os combates vão continuar "enquanto for necessário".

Conselho de Segurança da ONU termina sem acordo

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) reuniu-se este domingo, na terceira reunião de emergência sobre o atual conflito entre israelitas e palestinianos, mas continua sem conseguir uma declaração conjunta, avançou a agência France-Presse.

O ministro dos Negócios Estrangeiros palestiniano, Riyad Al-Maliki, acusou Israel de "crimes de guerra", denunciando a "agressão" do Estado judeu contra "o povo palestiniano e os seus lugares sagrados".

"O Hamas optou por acelerar as tensões, usadas como pretexto para iniciar esta guerra, que foi premeditada", replicou o embaixador de Israel nos Estados Unidos da América e na ONU, Gilad Erdan.

O diplomata israelita pediu ao Conselho de Segurança que condene o "lançamento indiscriminado de foguetes", enquanto o ministro palestiniano solicitou autoridade para "agir" para impedir a ofensiva israelita, perguntando quantas mortes palestinianas são necessárias para serem tidas como "escândalo".