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Jair Bolsonaro chama "ladrão" a Lula da Silva

Joedson Alves

O Presidente brasileiro deixou também críticas aos Presidentes da Argentina e da Venezuela.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, atacou esta sexta-feira o ex-presidente Lula da Silva, a quem chamou de ladrão, e os regimes da Argentina e da Venezuela que considera comunistas, durante uma entrega de terras públicas para camponeses.

Já a pensar nas eleições presidenciais de outubro de 2022, nas quais aspirará à reeleição, Jair Bolsonaro criticou Luiz Inácio Lula da Silva, que assumiu na véspera que também pretende se candidatar novamente à Presidência do Brasil.

Sem citar o ex-presidente pelo nome, Bolsonaro falou em "ladrão quem quer ser candidato".

"Falando em política, para o ano que vem, já tem uma chapa formada: um ladrão candidato a Presidente e um vagabundo como vice", disse o chefe de Estado brasileiro.

A alusão coincidiu com a divulgação de uma foto sobre um encontro entre Lula da Silva e o também ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, que aconteceu esta semana em São Paulo.

Além disso, uma nova pesquisa eleitoral do Exame/Ideia apontou que Lula da Silva venceria as presidenciais do próximo ano com 45% dos votos contra 37% que Bolsonaro obteria em caso de segunda volta, resultados semelhantes aos de outras sondagens.

"Veja o que acontece no mundo. Eles sabem que uma escolha errada pode levar o povo ao azar", afirmou Jair Bolsonaro.

"Assim foi com [Hugo] Chávez e [Nicolás] Maduro na Venezuela" e "na Argentina também fizeram uma escolha errada", assinalou Bolsonaro, numa clara referência ao atual Presidente argentino, Alberto Fernández, de tendência progressista.

O chefe de Estado insistiu: "Não queremos isso para nós, mas vai depender do que você escolher em 2022".

Na opinião de Bolsonaro, "o comunismo não deu certo em nenhum lugar do mundo e não vai se instalar no Brasil".

O Presidente brasileiro falava num município do estado do Maranhão, cujo governador é Flávio Dino, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que também foi criticado.

O chefe de Estado voltou a condenar as medidas de distanciamento social promovidas por governadores e prefeitos para conter o contágio do novo coronavírus, mas não fez alusão à situação da saúde no país, que tem quase 445 mil mortes por covid-19 e mais de 15,8 milhões de casos da doença confirmados.