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Desvio de avião. Ucrânia e Reino Unido suspendem voos para a Bielorrússia

Andrius Sytas

O presidente do Conselho Europeu avança que serão discutidas sanções à Bielorrússia.

A tensão aumenta entre os países europeus e a Bielorrússia, depois de ter sido desviado um avião comercial da Ryanair, este domingo. A bordo do avião ia um jornalista crítico do regime bielorrusso que acabou detido no aeroporto de Minsk.

A Ucrânia e o Reino Unido anunciaram a suspensão de voos para a Bielorrússia. O Governo britânico vai mais longe e diz que é muito provável que o regime de Alexander Lukashenko tenha tido o apoio da Rússia.

A CNN avança, esta segunda-feira, que o CEO da Ryanair revelou que seguiam agentes do KGB da Bielorrússia a bordo do avião.

O Conselho Europeu, marcado para a tarde desta segunda-feira, vai debruçar-se sobre o caso. O Presidente do Conselho já disse que o desvio do avião é um escândalo internacional e que serão discutidas sanções.

Autoridades de Minsk afirmam ter recebido ameaça do Hamas contra voo da Ryanair

As autoridades da Bielorrússia afirmaram esta segunda-feira que o voo Ryanair desviado no domingo para o aeroporto de Minsk com um opositor político a bordo foi ameaçado num email reivindicado pela organização palestiniana Hamas.

"Nós, soldados do Hamas, exigimos que Israel termine os ataques ao setor de Gaza. Exigimos à União Europeia que termine o seu apoio a Israel (...) caso as nossas reivindicações não sejam satisfeitas, uma bomba explodirá [a bordo do avião da Ryanair] sobre Vílnius", citou Artem Sikorski, diretor do transporte aéreo no Ministério dos Transportes bielorrusso, esclarecendo que lia uma tradução em russo da mensagem recebida em inglês.

Minsk garanate que agiu legalmente ao desviar o avião da Ryanair, rejeitando acusações dos europeus que suspeitam que o Governo bielorrusso tenha intercetado o avião para deter um opositor que ia a bordo do aparelho.

"Não há dúvida de que as ações dos nossos órgãos competentes estiveram de acordo com as normas internacionais", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros no seu portal, rejeitando as "acusações infundadas" de países europeus, acusando-os de politizar o ocorrido. "É de um ponto de vista da segurança (...) que este incidente deve ser analisado", referiu o Ministério bielorrusso, referindo-se à suposta ameaça de bomba que levou à aterragem no domingo em Minsk de um voo da companhia aérea irlandesa Ryanair, que ia da Grécia para a Lituânia.

Respondendo às acusações "de certos países e estruturas europeias", a diplomacia bielorrussa denunciou "estas declarações apressadas e abertamente hostis".

"Há um desejo de politizar, ouvimos acusações infundadas", disse o Ministério bielorrusso.

O QUE ACONTECEU COM O AVIÃO DA RYANAIR?

Um avião da companhia Ryanair que fazia a ligação entre a Grécia e a Lituânia, dois países da União Europeia, foi intercetado no domingo pela aviação bielorrussa pouco antes de entrar no espaço aéreo lituano e por ordem do Presidente Alexandre Lukashenko, alegando um alerta de bomba que, segundo Minsk, se revelou falso.

Roman Protasevich, 26 anos, antigo chefe de redação do influente 'media' da oposição bielorrusso Nexta e que seguida a bordo do aparelho, foi detido após a chegada do avião a Minsk. Desde novembro que era considerado um "terrorista" pelas autoridades da Bielorrússia.

Os ocidentais e os críticos do regime de Alexandre Lukashenko denunciaram um desvio de avião, com alguns a referirem-se inclusive a "terrorismo de Estado".

Os países ocidentais e os membros da NATO, incluindo o Governo português, já condenaram o desvio do avião, assim como a detenção de Protasevich, e aludiram à aplicação de sanções e outras medidas contra o Governo bielorrusso.

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