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Mais de 150 vítimas mortais das inundações na Europa

Morador de Hagen, na Alemanha, observa os danos causados pelas fortes chuvas que provocaram enxurradas e inundações, transformando o pequeno rio Nahma numa torrente violenta. A região alemã da Renânia do Norte-Vestfália está a ser uma das mais afetadas pelo mau tempo que se faz sentir na Europa central.

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A Alemanha é o país com mais vítimas mortais, seguido da Bélgica.

O número de vítimas mortais das inundações na Europa subiu para os 153, sendo a maioria na Alemanha, onde ainda há muitas pessoas desaparecidas, fazendo prever que o balanço se agrave.

O balanço da situação que atingiu a Alemanha, a Bélgica, o Luxemburgo, a Holanda e a Suíça foi feito este sábado de manhã pela agência AFP, e torna as inundações dos últimos dias no pior desastre natural na Alemanha em mais de meio século.

As autoridades alemãs registaram, até ao momento, 133 mortos. Os casos concentram-se em dois estados do oeste do país, a Renânia-Palatinado e a Renânia do Norte-Vestfália.

As autoridades admitem que possa haver mais mortos, uma vez que ainda há dezenas de pessoas desaparecidas nessas duas regiões, em especial numa localidade próxima de Colónia, onde um grande deslizamento de terras derrubou vários edifícios.

Na vizinha Bélgica, há registo de, pelo menos, 20 mortes e 20 desaparecidos, segundo o último relatório do governo.

Também ali, a situação é apontada como uma das piores de sempre: "Pode ser que estas inundações sejam as mais catastróficas que nosso país já conheceu", disse o primeiro-ministro Alexander De Croo.

Na Bélgica, o Governo decretou que na próxima terça-feira será dia de luto nacional, depois da confirmação de 20 mortos e outras 20 pessoas desaparecidas.

Além da Bélgica e da Alemanha, as chuvas diluvianas e as consequentes cheias causaram graves danos materiais na Holanda, no Luxemburgo e na Suíça.

Governo diz que não há portugueses entre as vítimas mortais

O Governo diz que não há noticia de portugueses entre as vitimas mortais das cheias que atingem vários países no centro da Europa. A Secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, adianta que aqueles que viram as casas afetadas estão a ser localmente apoiados.

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