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Área ocupada pelas cinzas do vulcão de La Palma sobe para 3.304 hectares

Daniel Roca

Número de edifícios afetados mantém-se em 1.005, embora o número de edifícios completamente destruídos tenha aumentado.

As cinzas expulsas pelo novo vulcão de La Palma desde que entrou em erupção, no dia 19 de setembro, cobriram uma superfície de 3.304 hectares.

Esta é a mais recente atualização feita pelo do sistema europeu de satélites de monitorização terrestre Copernicus, com dados recolhidos na sexta-feira à tarde.

De acordo com esses mesmos dados, a estimativa da área ocupada pela lava, incluindo a terra que entra pelo mar, desde a noite de 28 de setembro, foi significativamente reduzida, passando de 709 hectares para 367,3.

Quanto ao número de edifícios afetados pelos fluxos de lava, a estimativa de 1.005 mantém-se inalterada, embora o número de edifícios completamente destruídos tenha aumentado para 880, mais 10 do que na contagem anterior.

O número de quilómetros de estradas afetadas aumentou para 30,7, dos quais 28,3 quilómetros foram destruídos pela lava.

Vulcão de La Palma tem novo foco de emissão de lava

A abertura de um cone secundário no vulcão de La Palma em Espanha originou novos rios de lava que podem ameaçar zonas que antes escaparam.

Um novo e duplo caminho de lava já atravessou uma estrada principal da ilha e segue em direção a Los Llanos de Aridane, o município mais populoso da ilha.

O aumento da atividade eruptiva está a gerar mais cinzas. Guarda-chuva, óculos e máscaras de proteção são um adereço imprescindível para sair à rua numa das cidades mais afetadas pela erupção. Os efeitos da contínua queda de cinzas já são sentidos e muitos temem as consequências a prazo.

IPMA confirma que partículas de vulcão de La Palma chegaram aos Açores

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) confirmou esta sexta-feira que algumas das partículas emitidas pelo vulcão de Cumbre Vieja, em La Palma, terão chegado aos Açores, provocando uma "redução significativa da visibilidade horizontal".

Em comunicado, o IPMA revela que na sequência da erupção daquele vulcão "têm sido emitidos gases e partículas para a atmosfera" que "são transportadas a longas distâncias".

"De acordo com os resultados das previsões do serviço de monitorização atmosférica do programa Copernicus (CAMS), algumas dessas partículas terão chegado ao arquipélago dos Açores sob a forma de aerossol sulfato", acrescenta a nota de imprensa.

O IPMA realça que o aerossol sulfato "resulta da reação em fase líquida do dióxido de enxofre com a água", formando "pequenas partículas líquidas". Essas partículas, que podem ser "transportadas pelo vento", possuem "propriedades óticas que contribuem para uma maior dispersão da luz e, consequentemente, provocam uma redução da visibilidade".

"Desde o passado dia 29, as observações do IPMA confirmam uma redução significativa da visibilidade horizontal por estas partículas nos grupos central e oriental dos Açores, que deverão encontrar-se principalmente numa camada abaixo dos 800 metros de altitude", assinala o comunicado.

O IPMA refere ainda que a "elevada humidade" registada nos Açores terá "aumentado o tamanho das partículas".

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