A justiça italiana decidiu suspender o processo de extradição do ex-presidente da Catalunha, Carles Puigdemont. O líder independentista fica em liberdade, pelo menos até à decisão do recurso que interpôs junto das instâncias europeias depois de lhe ter sido retirada a imunidade parlamentar.
A chegada à audiência judicial do ex-presidente do Governo catalão ficou marcada por uma manifestação de apoio que juntou independentistas da Catalunha e da Sardenha.
Carles Puigdemont foi detido a 23 de setembro. Cumpria-se o mandado de captura internacional emitido pelo Supremo Tribunal espanhol, que desde 2017 tenta em vão que o líder independentista catalão seja extraditado para Espanha.
A justiça espanhola esperava que o político, eleito eurodeputado nas últimas eleições e a quem foi retirada a imunidade parlamentar em março, pudesse ser imediatamente extraditado, com o argumento de que neste momento não goza de imunidade.
Mas o tribunal de Sassari entendeu que a análise do pedido de extradição só deverá ser tomada depois de uma decisão final das instâncias europeias sobre a imunidade parlamentar do eurodeputado catalão.
O líder da tentativa de secessão da Catalunha, que em 2017 fugiu para a Bélgica para escapar à justiça espanhola, vai - por enquanto - continuar em liberdade.
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