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Ex-embaixadora do Reino Unido detida em Myanmar

National flags line the a traffic circle ahead of Saturday’s 75th Union Day, Friday, Feb. 11. 2022, in Naypyitaw, Myanmar. (AP Photo)
National flags line the a traffic circle ahead of Saturday’s 75th Union Day, Friday, Feb. 11. 2022, in Naypyitaw, Myanmar. (AP Photo)
Detenção foi motivada por um suposto delito relacionado com a lei da emigração.

A Junta Militar de Myanmar (antiga Birmânia), no poder desde o golpe de Estado de fevereiro de 2021, deteve em Rangum a ex-embaixadora do Reino Unido Vicky Bowman, por um suposto delito relacionado com a lei da emigração.

De acordo com a agência de notícias espanhola Efe, Vicky Bowman, embaixadora britânica em Myanmar entre 2002 e 2006 e atualmente diretora do Centro de Negócios da Birmânia foi detida no local onde reside em Rangum na noite de quarta-feira. O marido da ex-embaixadora, o artista birmanês Htein Lin, também foi detido.

De acordo com a edição de hoje do jornal Myanmar Now, as circunstâncias relacionadas com a detenção ainda não foram totalmente esclarecidas, mas fontes ligadas ao casal afirmaram que as autoridades alegaram irregularidades relacionadas com o visto de permanência no país concedido à ex-embaixadora que não terá respeitado a legislação. A embaixada do Reino Unido confirmou, através de um comunicado, a detenção de "uma mulher britânica na Birmânia".

"Estamos em contacto com as autoridades locais", refere o documento da embaixada de Londres. A detenção do casal ocorre poucos dias depois da enviada especial das Nações Unidas para o Myanmar (Birmânia), Noeleen Heyzer, se ter reunido com o chefe da Junta Militar, o general Min Aung Hlaing. Heyzer pediu a libertação de todos os presos políticos. Nas últimas semanas, os militares que governam o país desde 2021 intensificaram a repressão contra a oposição do regime, entre os quais jornalistas e cidadãos estrangeiros.

Em julho, a Junta Militar executou pelo menos quatro membros da oposição, entre os quais o antigo deputado da Liga Nacional para e Democracia (LND), Phyo Zeya Thaw e o ativista Ko Jimmy. As autoridades prenderam também o realizador japonês Toru Kubota na altura em que gravava protestos contra a Junta Militar na cidade de Rangum e o economista australiano Sean Turnell, ex-assessor económico da líder da LND, Aung San Suu Kyi, preso depois do golpe militar, permanece na cadeia.

O golpe de Estado liderado por Aung Hlain que derrubou o governo de Aung San Suu Kyi provocou uma profunda crise política, social e económica e agravou a violência na maior parte do país onde novas milícias armadas se envolvem em ações de guerrilha contra os militares. De acordo com a Associação para o Auxílio dos Presos Políticos, morreram até ao momento 2138 pessoas na sequência da repressão e mais de 15 cidadãos foram presos de forma arbitrária.

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