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Brasileiro “rouba” site a Bolsonaro e transforma página em montra de caricaturas

Brasileiro “rouba” site a Bolsonaro e transforma página em montra de caricaturas
bolsonaro.com.br
De acordo com a imprensa brasileira, já há reações oficiais.

Um crítico do Presidente brasileiro conseguiu comprar o domínio do site bolsonaro.com.br e transformou a página, que alegadamente seria utilizada por Bolsonaro para divulgar ações do seu Governo, numa montra de caricaturas e críticas.

Com referências e comparações a Adolf Hitler, Vladimir Putin e Donald Trump, as críticas a Bolsonaro fazem acompanhar-se de caricaturas e frases como “ameaça ao Brasil”, “violência e ódio”, “disseminação de desinformação” e “corrupção”.

Anteriormente, de acordo com o jornal brasileiro Valor Económico, a página seria utilizada pelo próprio Presidente brasileiro e os três filhos. Desde 2000, serviria para divulgar ações políticas e de Governo, incluindo, por exemplo, artigos sobre a resposta à pandemia de covid-19.

Em entrevista à revista Veja, o novo dono da página explicou como aconteceu o processo de mudança do site. Gabriel Thomaz, de 29 anos, estava à procura de domínios disponíveis na internet quando se deparou com o site bolsonaro.com.br.

“Eu nem acreditei, mas estava lá”, conta.

O registo foi a leilão e Gabriel conseguiu comprá-lo à segunda vez, depois do primeiro comprador ter desistido. Não revela quanto pagou, mas diz que viu um “grande potencial de comunicação” e que se sentiu obrigado a tentar.

Questionado sobre a possibilidade da família Bolsonaro entrar em contacto com ele para tentar recuperar o site, diz que até ao momento tal não aconteceu, mas garante não estar disposto a vender o registo.

Entretanto, e depois do site se ter tornado viral, a campanha de Bolsonaro já informou que tomará “todas as providências legais” que estiverem disponíveis. De acordo com a imprensa brasileira, também o ministro da Justiça do Brasil anunciou ter pedido a abertura de um inquérito para apurar o “ataque direto e grosseiro ao Presidente”.

Relembre-se que isto acontece numa altura “sensível” para Bolsonaro, que segue atrás de Lula da Silva nas sondagens para as eleições brasileiras.

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