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Estados Unidos vão apoiar Taiwan com mais de 1.100 milhões de euros

Estados Unidos vão apoiar Taiwan com mais de 1.100 milhões de euros
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Ajuda militar vai servir para reforçar o sistema de mísseis e radares da ilha. O anúncio surge num momento de tensão entre Washington e Pequim, acentuada pela recente visita da democrata Nancy Pelosi a Taiwan.

Os Estados Unidos anunciaram na sexta-feira um pacote de ajuda militar a Taiwan, no valor de 1.100 milhões de euros, para reforçar o sistema de mísseis e radares da ilha, cuja soberania a China reivindica.

O governo dos EUA aprovou a venda para Taipé de 60 mísseis Harpoon por 355 milhões de euros, 100 mísseis táticos Sidewinder por 85,6 milhões de euros e um contrato de manutenção do sistema de radar de Taiwan, avaliado em 665 milhões de euros, detalhou o Departamento de Estado norte-americano em comunicado.

O anúncio da nova ajuda ocorre num momento de tensão entre Washington e Pequim, acentuada pela recente visita a Taiwan da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a democrata Nancy Pelosi. Taiwan tem sido historicamente uma das maiores fontes de atrito entre a China e os Estados Unidos, principalmente porque os norte-americanos são o principal fornecedor de armas de Taiwan e seriam o seu maior aliado militar no caso de uma possível guerra com a China.

Em agosto, foi registado um número recorde de incursões aéreas chinesas em Taiwan, com mais de 440 aviões militares a entrarem na zona de defesa aérea da ilha.

De acordo com uma base de dados compilada pela agência de notícias France-Presse (AFP), a partir de dados do Ministério da Defesa de Taiwan, 446 aviões chineses, na sua maioria caças, entraram na Zona de Identificação da Defesa Aérea (ADIZ) de Taiwan no mês de agosto mais do que os 380 registados em todo o ano de 2020. Nos primeiros oito meses de 2022, Pequim fez 1.068 incursões na ADIZ de Taiwan, ultrapassando o total de 969 em 2021.

Os 23 milhões de habitantes de Taiwan vivem sob a constante ameaça de invasão de Pequim, que vê a ilha como parte do seu território, a recuperar, se necessário, pela força. Agosto assistiu a um pico nas incursões na ADIZ da ilha, enquanto Pequim realizava manobras militares sem precedentes, numa reação contra a visita a Taipé de Nancy Pelosi.

O Partido Comunista Chinês tem repudiado qualquer ação diplomática que possa conferir legitimidade a Taiwan e tem reagido com crescente agressividade às visitas de políticos ocidentais.

Após a visita de Nancy Pelosi, no início de agosto, a China enviou navios de guerra, mísseis e aviões de combate para as águas e céus de Taiwan durante uma semana. Os exercícios foram os maiores e mais agressivos desde meados da década de 1990.

Na semana passada, Taiwan anunciou planos para aumentar o orçamento militar para 19,2 mil milhões de euros, um valor sem precedentes.

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