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Partido italiano Liga apresenta moção de censura contra Ursula von der Leyen

Líder do partido Liga, de Itália, Matteo Salvini.
Líder do partido Liga, de Itália, Matteo Salvini.
Antonio Masiello/Getty Images
"Se eu fosse a Presidente da Comissão Europeia estaria [mais] preocupada com as contas de energia", declarou o líder do partido italiano.

A Liga declarou esta sexta-feira que apresentará uma moção de censura contra a Presidente da Comissão Europeia, alegando que Ursula von der Leyen prometeu tratar a Itália como fez com a Hungria e a Polónia, se a direita vencer as eleições italianas.

"O grupo da Liga [Movimento pela Europa das Nações e da Liberdade/ENF - direita] no Parlamento Europeu (PE) apresentará uma moção de censura", declarou o líder do partido, Matteo Salvini.

A Presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula Von der Leyen, disse na quinta-feira que se as eleições gerais em Itália derem início a uma mudança autocrática, nacionalista e eurocética, existem na União Europeia (UE) "instrumentos, tal como ocorreu nos casos da Polónia e da Hungria", a serem aplicados. No entanto, Von der Leyen acrescentou que estão "prontos para trabalhar com qualquer governo democrático" que esteja, por sua vez, disposto a trabalhar com a Comissão.

Ao anunciar esta sexta-feira a moção de censura contra Ursula von der Leyen, Matteo Salvini disse que a Presidente da Comissão Europeia fez "uma ameaça esquálida, uma invasão de campo que não foi solicitada".

"A senhora representa todos os europeus, o seu salário é pago por todos nós e foi uma ameaça repugnante e arrogante", declarou.

A CE censurou o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, e o partido Lei e Justiça - no poder na Polónia - devido a questões relacionadas ao estado de direito e aos direitos humanos, impondo sanções contra estes países, exigindo que estivessem de acordo com os valores democráticos da União Europeia.

A Liga e o partido Irmãos de Itália (Fdi) abstiveram-se, na semana passada, numa votação no Parlamento Europeu que declarava que a Hungria sob Orbán já não é uma democracia em pleno funcionamento, mas uma autocracia. Orbán é um aliado chave dos dois partidos italianos, enquanto o Lei e Justiça faz parte da bancada conservadora do PE, presidida pela líder do Fdi, Giorgia Meloni, junto com o partido de extrema-direita espanhol Vox.

Giorgia Meloni, que poderá tornar-se na primeira mulher chefe de Governo em Itália, segundo as sondagens para as eleições gerais de domingo no país, muitas vezes elogiou as políticas de Orbán e dos seus aliados polacos.

"No domingo, os italianos vão votar, não os burocratas de Bruxelas, e se eu fosse a presidente da Comissão Europeia estaria [mais] preocupada com as contas de energia", declarou o líder do partido Movimento pela Europa das Nações e da Liberdade/ENF.

Giorgia Meloni garantiu aos parceiros internacionais de Itália que, sob liderança, o país vai respeitar as posições da UE e da NATO e continuará a apoiar a Ucrânia na sua defesa contra a invasão russa. A líder dos Irmãos de Itália também expressou opiniões eurocéticas e posições conservadoras.

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