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Salvini fala num "grande dia para Itália" e antecipa "cinco anos de estabilidade"

Salvini fala num "grande dia para Itália" e antecipa "cinco anos de estabilidade"
FLAVIO LO SCALZO

O líder da Liga do Norte salienta a “maioria clara” da direita.

O líder da Liga do Norte, Matteo Salvini, afirmou que Itália está a viver esta segunda-feira um "grande dia" porque os italianos vão ter "cinco anos de estabilidade", depois da vitória da direita nas eleições transalpinas de domingo.

"Hoje é uma segunda-feira em que há um governo eleito pelos cidadãos, com uma maioria clara do centro-direita e que vai permitir ter cinco anos, sem alterações, centrando-se no que há que fazer", afirmou Salvini, ao comentar os 44 por cento obtidos pela coligação da Liga, Irmãos de Itália (FdI) e Força Itália (FI).

Salvini, contudo, manifestou-se "insatisfeito" com o resultado obtido pela Liga, abaixo dos 09%, nas eleições ganhas pelos FdI, liderados por Giorgia Meloni, extrema-direita. Com essa percentagem na votação, a coligação vai governar com maioria absoluta tanto na Câmara de Deputados como no Senado.

Salvini adiantou ter felicitado Meloni hoje de madrugada."Agora, trabalharemos juntos", sublinhou, adiantando que os três partidos da coligação terão hoje uma primeira reunião para analisar o formato do futuro executivo italiano. Ao analisar os resultados, Salvini considerou que os italianos recompensaram "a oposição" e que os FdI foram "excelentes" a oporem-se ao Governo de Mario Draghi, salientando que, com 8,9%, a Liga "pagou" o facto de ter estado num executivo com o Movimento 5 Estrela (M5S) e com o Partido Democrático (PD).

“É um grande dia para Itália”

No entanto, Salvini assegurou que faria "novamente tudo igual", dado a situação em que Itália se encontrava após a pandemia" de covid-19. "É um grande dia para Itália, porque vai ter cinco anos de estabilidade", insistiu.

"Estamos num governo em que seremos protagonistas. Na semana passada, estávamos num governo que nos considerava chatos, como figurantes. Os italianos escolheram a consistência", afirmou.

A Liga não ultrapassou os 10%, patamar que nos dias anteriores à votação havia sido apontado como decisivo para o futuro do partido e de Salvini. No final, ficou com 8,9% dos votos, longe dos 12% que as sondagens previam e com uma queda significativa face aos 34% de votos obtidos nas europeias de 2019 e aos 28% nas eleições gerais de 2018.

Segundo os resultados parciais, a coligação de direita e extrema-direita obteve em torno dos 44% dos votos nas legislativas. O bloco de centro-esquerda, encabeçado pelo Partido Democrático, de Enrico Letta, deverá conseguir 26% dos votos.

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