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Furacão Ian vai “atravessar a Florida numa região brutalmente grande”

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Carlos Câmara explica como se formou um dos furacões mais intensos dos últimos anos.

O furacão Ian atinge a costa oeste da Florida na noite desta quarta-feira (madrugada, em Lisboa). Carlos Câmara, climatologista, explica o que potenciou uma das mais intensas tempestades a atingir os Estados Unidos nos últimos anos.

“Devido às alterações climáticas, os furacões estão a tornar-se cada vez mais intensos, associados a maior precipitação e a moverem-se mais lentamente. Tudo isto são características que, conjugadas, fazem com que os seus efeitos sejam mais devastadores”, explica o especialista em declarações à Edição da Noite.

O climatólogo sublinha que, apesar de este ano ter “havido relativamente menos furacões”, os que foram registados “são mais intensos”. O Ian é um desses casos:

“Temos ventos próximos de 250 quilómetros por hora e rajadas de 300 quilómetros por hora, o que é suficiente para destruir tudo o que sejam edificações em madeira – muito típicas no EUA. Se olharmos para o percurso dele vai passar por uma série de zonas densamente povoadas."

O climatologista afirma ainda que este tipo de tempestades não “espanta” os especialistas da área, mas deixa um alerta à população: a ocorrência destes eventos meteorológicos intensos irá ocorrer mais frequentemente.

Sobre os impactos do furacão Ian, Carlos Câmara sublinha que as previsões do Centro Europeu e os modelos norte-americanos são “bastante concordantes”, mostrando que o furacão Ian vai “atravessar a Florida numa região bastante demarcada, brutalmente grande”.

“A minha esperança é que, à medida que for entrando terra dentro, vá perdendo intensidade porque deixa de haver vapor de água - que é a energia que o alimenta”, remata.

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