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Submarino russo escoltado pela Marinha francesa

(Arquivo)
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Anton Vaganov
Episódio aconteceu no final de setembro, mas só agora foi conhecido.

A Marinha francesa escoltou, no final de setembro, o submarino russo Novorossiysk, que navegava ao largo da costa da Bretanha, no oeste de França, avança esta sexta-feira a televisão francesa BFMTV.

A operar no Golfo da Biscaia, um ponto estratégico junto à costa oeste francesa, o submarino estava acompanhado pelo rebocador russo, Sergey Balk. A escolta foi garantida pela fragata francesa Normandy e pelo seu helicóptero.

O facto de se mover na superfície da água, de forma incomum, “assume um significado muito particular” no contexto da “guerra e tensões geradas em torno da Ucrânia", disse Olivier Lebas, comandante da zona marítima do Atlântico.

A "arma do apocalipse" do exército russo

No início do mês, a NATO alertou todos os Estrados-membros que um outro submarino, o submarino nuclear russo K-329 Belgorod, está em movimento.

Um relatório da Aliança Atlântica, de acordo com o jornal italiano La Repubblica, dava conta de que o submarino poderia estar a preparar-se para testar pela primeira vez o "super torpedo" Poseidon, conhecido como a "arma do apocalipse" do exército russo.

Este submarino, com 184 metros de comprimento e 15 de largura, foi apresentado em 2018 pela Rússia numa tentativa de mostrar supremacia militar. Pode circular até 60 quilómetros por hora debaixo de água e estar até 120 dias sem emergir.

Submarino nuclear russo K-329 Belgorod.
Marinha Russa

Transporta um míssil de 24 metros, que pode ser disparado a 10.000 quilómetros debaixo de água e provocar um tsunami radioativo. Segundo o jornal italiano, ao explodir perto da costa teria capacidade para destruir cidades como Nova Iorque ou Los Angeles.

Em missão desde julho, o Belgorod emergiu no Mar Ártico dias após o ataque aos gasodutos Nord Stream 1 e 2, ao qual chegou a ser associado.

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