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Polícia do Qatar trava protesto contra discriminação da comunidade LGBT

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Britânico Peter Tatchell exibiu um cartaz e uma t-shirt com frases de contestação, em frente ao Museu nacional de Doha.

A polícia do Qatar impediu esta terça-feira o protesto de mais um ativista contra a discriminação da comunidade LGBT no país. As forças policiais obrigaram-no a parar e confiscaram-lhe documentos. Fonte do Governo nega que tenha sido detido.

O país que vai receber o Campeonato do Mundo de futebol no próximo mês tem sido alvo de um intenso escrutínio por milhões de pessoas, devido a várias questões sociais. A discriminação no país da homossexualidade e da comunidade LGBT tem sido um dos temas “quentes” à medida que a competição se aproxima.

Desta vez, o britânico Peter Tatchell, munido de um cartaz, onde podia ler-se “o Qatar detém, prende e sujeita a comunidade LGBT à conversão" e vestido com uma camisola com a inscrição #QatarAntiGay, levou a cabo um protesto a solo na capital do país.

Após exibir o cartaz em frente ao Museu Nacional do país, em Doha, dois polícias fardados e três agentes à paisana interpelaram o britânico, confiscaram-lhe o cartaz e fotografaram o seu passaporte, juntamente com outros documentos que Tatchell tinha consigo.

Qatar “é um regime abusador em série de direitos humanos”

O autor deste protesto explicou em vídeo que o objetivo desta ação passava por expor “os abusos dos direitos humanos” protagonizados pelo Qatar que, segundo o próprio, "é um regime abusador em série de direitos humanos".

Este não é caso único, várias figuras públicas ligadas, essencialmente, ao desporto têm sido vozes ativas na contestação deste Mundial de Futebol. A política de tolerância zero para com a comunidade LGBT adotada pela Nação conservadora do médio Oriente tem levantado preocupações sobre a correta aplicação dos direitos Humanos no país.

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