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Seul mobiliza jatos furtivos após detetar 180 caças norte-coreanos no espaço aéreo

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Coreia do Norte dispara 80 tiros de artilharia na direção de "zona tampão" marítima.

O Exército sul-coreano anunciou que mobilizou hoje a sua frota de caças furtivos depois de detetar movimento de 180 caças norte-coreanos. Pyongyang continuou hoje os disparos de artilharia pelo terceiro dia consecutivo enquanto prosseguem os exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington.

“Os nossos militares detetaram cerca de 180 caças norte-coreanos” no espaço aéreo de Pyongyang, disse o Estado-Maior Conjunto em Seul, acrescentando que “mobilizaram 80 caças, incluindo F-35As”. Os aviões que participam nos exercícios militares com os Estados Unidos também estão “prontos para descolar”, segundo a mesma fonte, citada pela AFP.


Terceiro dia de disparos norte-coreanos

A Coreia do Norte disparou esta madrugada cerca de 80 tiros de artilharia em direção a uma "zona tampão" marítima, anunciou Seul.

Coreia do Sul e Estados Unidos prolongaram por mais um dia, até sábado, a "Tempestade Vigilante", um exercício aéreo conjunto que envolve centenas de aviões de guerra de ambos os lados, após o lançamento, aparentemente fracassado, de um míssil balístico intercontinental (ICBM) pela Coreia do Norte na manhã de quinta-feira.

Logo após este anúncio do prolongamento dos exercícios, os militares de Seul detetaram cerca de 80 disparos de artilharia do Norte em direção a uma "zona tampão" marítima da área de Kumkang, na província de Kangwon, na costa leste do país.

Os disparos são "uma clara violação" do acordo inter-coreano de 2018, que estabeleceu essas "zonas tampão" para reduzir as tensões entre os dois lados, disse o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.

A Coreia do Norte lançou mais de 20 mísseis nos últimos dois dias em resposta aos exercícios militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, iniciados na segunda-feira.

Os testes balísticos efetuados na quarta-feira incluíram pelo menos 23 mísseis, bem com cerca de 100 projéteis de artilharia que foram disparados numa zona de amortecimento marítima oriental.

Japão em alerta

Já hoje, o Japão anunciou que irá melhorar o sistema 'J-Alert', de alerta à população sobre emergências como mísseis ou sismos, após os últimos lançamentos de mísseis da Coreia do Norte, um dos quais ativou na quinta-feira este alerta em várias regiões do país, embora nenhum projétil tivesse sobrevoado o arquipélago.

O porta-voz do governo japonês, Hirokazu Matsuno, fez o anúncio, na sequência de críticas recentes contra o sistema de alerta civil, alegadamente lento a responder ao lançamento da Coreia do Norte.

"Enviámos o alerta o mais rápido possível assim que recebemos as informações, mas como recebemos opiniões de que deve ser feito ainda mais cedo, ministérios e agências relacionadas trabalharão juntos para melhorar o sistema", garantiu Matsuno.

O 'J-Alert' também tinha sido criticado, depois de, em 04 de outubro, ter dado, devido a um erro, o alerta em nove cidades e vilas da região metropolitana de Tóquio, em resposta a um lançamento de um míssil balístico norte-coreano que sobrevoou o norte do Japão.

Além deste erro, o alerta foi enviado à população do norte do Japão de forma tardia, apenas no momento em que o míssil norte-coreano sobrevoava a região e não com dez minutos de antecedência, para permitir aos residentes procurar um abrigo.

O Japão chegou a emitir esta quinta-feira alertas à população de algumas regiões do norte, como Miyagi, Yamagata e Niigata, para que procurassem abrigo ou permanecessem em casa, mas nenhum dos mísseis terá sobrevoado o arquipélago.

Segundo o ministro da Defesa Yasukazu Hamada, “o projétil desapareceu ao sobrevoar o mar do Japão”.

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