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Cofundador do Twitter elogia resiliência dos trabalhadores da rede social

Cofundador do Twitter elogia resiliência dos trabalhadores da rede social
Noah Berger

Cerca de metade dos cerca de 7.500 funcionários do grupo empresarial de São Francisco foram demitidos.

O cofundador da rede social Twitter, Jack Dorsey, elogiou este sábado os funcionários da empresa adquirida pelo magnata Elon Musk, que anunciou o despedimento de quase metade dos seus trabalhadores.

"As pessoas no Twitter, passadas e presentes, são fortes e resilientes", escreveu Jack Dorsey nessa rede social, um dia depois de metade da equipa da empresa que ele cofundou em 2006 ter sido demitida.

"Eles sempre encontrarão uma saída, não importa quão difícil seja o momento", acrescentou Dorsey, que deixou a liderança do Twitter há cerca de um ano.

Muitos funcionários esperavam uma reação do seu ex-chefe e figura carismática na área tecnológica, quando Elon Musk assumiu o controlo da plataforma, há uma semana, após um longo e conturbado processo de aquisição.

Na sexta-feira, cerca de metade dos cerca de 7.500 funcionários do grupo empresarial de São Francisco foram demitidos.

"Sei que muitos de vocês estão furiosos comigo. Assumo a responsabilidade por qualquer pessoa nesta situação: deixei que o negócio crescesse de modo muito rápido. Peço desculpa por isso", explicou Jack Dorsey, que deixou o conselho de administração da empresa em 2022, tendo deixado o cargo de presidente-executivo para Parag Agrawal, ex-diretor de tecnologia do grupo, no final de novembro de 2021.

Elon Musk comprou o Twitter na quinta-feira da semana passada, após seis meses de um processo negocial acidentado, tendo dissolvido de imediato o conselho de administração e demitido Agrawal e outros altos funcionários.

O também dono da empresa automóvel Tesla, retirou a empresa da bolsa e lançou grandes projetos em poucas horas, enquanto divulgava mensagens no Twitter com várias promessas, 'tiradas' de humor e provocações para os seus fãs e para os seus detratores.

Musk financiou a aquisição de 44 mil milhões de dólares (valor idêntico em euros) através de contribuições pessoais, empréstimos e parcerias, como aquela que fez com o príncipe saudita Al-Walid bin Talal, que lhe colocou nas mãos as quase 35 milhões de ações do Twitter que já possuía, tornando-se o segundo maior acionista da rede social.

"Sou grato a todos os que trabalharam no Twitter e gosto muito de cada um deles. Não espero que isso seja retribuído agora... Ou talvez nunca... E eu entendo", concluiu Dorsey, na mensagem hoje divulgada, acompanhada de um 'emoji' em formato de coração, azul como o pássaro símbolo da rede social.

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