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Greves na Europa contra a inflação e a perda de poder de compra

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Os custos elevados com energia, habitação e alimentação justificam os protestos.

Várias cidades europeias foram alvo de greves devido ao aumento da inflação. Na Grécia, milhares de pessoas saíram à rua em protesto. Também as cidades de Paris e Londres foram afetadas pelas paralisações.

Depois de ter chegado a 12%, a inflação na Grécia desceu para 9,8% em outubro. Os custos elevados com energia, habitação e alimentação justificam o protesto. A greve geral de 24 horas levou milhares de gregos para a rua.

O Governo de Atenas promete um aumento de 7% nas pensões no próximo ano, depois de já ter gasto 10 mil milhões de euros em subsídios de ajuda a famílias e empresas, em 2022.

Em Paris registou-se mais um dia de paragem no metro e comboios. As principais razões para a greve passam pela perda de poder de compra, resultante da inflação, e pelo projeto de Emmanuel Macron para a reforma do sistema de pensões.

Em Londres também houve greve de 24 horas no metro. Apenas uma linha esteve a funcionar. Os trabalhadores protestam contra os despedimentos e os cortes de pensões, previstos na reestruturação da empresa pública.

No final do mês, os maquinistas de 12 empresas de comboios entram também em greve. Está ainda prevista uma greve geral de funcionários públicos britânicos, incluindo 300 mil enfermeiros. Queixam-se de perda de poder de compra até 20 por cento durante a última década e exigem aumentos salariais de até 10%, que compensem a subida da inflação.

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