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Compromisso “extremamente hardcore” ou despedimento? Musk obriga funcionários do Twitter a escolher

Compromisso “extremamente hardcore” ou despedimento? Musk obriga funcionários do Twitter a escolher
Patrick Pleul

A proposta foi enviada por e-mail aos trabalhadores da empresa, que têm até quinta-feira para responder.

Elon Musk deu duas opções aos funcionários do Twitter: ou fazem um compromisso “extremamente hardcore” ou aceitam um acordo de despedimento. A proposta foi enviada esta quarta-feira aos trabalhadores da empresa norte-americana, num e-mail que tinha como assunto “Uma Bifurcação no Caminho”.

“Vamos para a frente, para construir um disruptivo Twitter 2.0 e ter sucesso num mundo cada vez mais competitivo, temos de ser extremamente hardcore”, escreveu o magnata norte-americano, proprietário da rede social.

Mas o que significa ser “extremamente hardcore”? Musk explica: “Isto irá significar trabalhar longas horas a alta intensidade. Apenas as atuações excecionais irão levar uma nota positiva.” O formulário apresenta uma opção para aceitar, segundo avança a ABC.

O prazo para os funcionários decidirem se querem fazer parte deste “novo Twitter” termina na quinta-feira pelas 17:00 (hora local, 22:00 em Lisboa). Se não responder afirmativamente no prazo estipulado, será excluído da empresa, recebendo uma indemnização correspondente a três meses de salário.

Elon Musk quer mudar a direção do Twitter e tornar a plataforma mais “direcionada pela engenharia”, uma vez que, “no fundo”, o magnata considera que a empresa é de “software e servidores”.

“O design e a gestão de produto ainda serão muito importantes e reportam a mim, mas aqueles que escrevem ótimo código [informático] constituirão a maioria da nossa equipa e terão maior influência”, escreve ainda o magnata.

Desde que Elon Musk assumiu a liderança do Twitter, depois de comprar a rede social por perto de 44 mil milhões de dólares (cerca de 42,5 mil milhões de euros), várias polémicas foram tornadas públicas.

Nos primeiros dias, o fundador da Tesla despediu os executivos e dispensou metade dos funcionários da empresa. Depois disso proibiu o teletrabalho na empresa e despediu “dezenas” de trabalhadores que o criticaram numa plataforma de conversa interna.

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