Na capital do Haiti, o bairro de Cité Soleil é o espelho da realidade descrita no relatório das agências da ONU. No hospital, as crianças doentes e mal nutridas são tratadas, enviadas para casa, e voltam dias depois porque os pais não têm comida para alimentar os filhos.
Já em África, o Burkina Faso é um dos países do Sahel atualmente ameaçados pela insegurança alimentar, conclui o relatório conjunto do Programa Alimentar Mundial e da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO).
Ao Haiti e aos países do Sahel, junta-se o Sudão numa lista que incluía já o Afeganistão, a Nigéria, a Somália, o Sudão do Sul e o Lémen.
São 18 pontos críticos do planeta, que incluem 22 países, onde as Nações Unidas preveem nos próximos meses a existência de milhões de pessoas com fome.
As guerras e os fenómenos climáticos extremos, como as tempestades tropicais, as inundações e as secas, num ano que tem já a influência do El Niño, podem agravar ainda mais as situações de emergência ou de catástrofe.
A ONU lançou um apelo à ajuda urgente e generalizada, e sem entraves, às regiões que sofrem a insegurança alimentar.