O primeiro-ministro de Israel esteve reunido com familiares dos reféns do Hamas. Benjamim Netanyahu garantiu que as forças estão concentradas na libertação dos civis, capturados a 7 de outubro. Três longas semanas para as famílias, que pedem um acordo global para salvar os reféns, vítimas também lembradas este domingo pelo Papa Francisco que apelou à libertação imediata dos reféns.
O encontro com os familiares dos reféns acontece no dia em que o primeiro-ministro israelita deu também a primeira conferência de imprensa desde o início do conflito.
Netanyahu garantiu que a libertação dos reféns é um dos objetivos centrais das forças militares. Capturados pelo Hamas no ataque de 7 de outubro, mais de 200 reféns continuam em Gaza. Os familiares apelam a um acordo global e pedem mais de Israel.
Enquanto Netanyahu se reunia com representantes dos familiares, junto ao local do encontro um grupo de manifestantes expressava o desagrado pela forma como a operação militar está a ser conduzida. Alguns também familiares de reféns e de vítimas.
O Papa Francisco apelou com veemência para um cessar-fogo no conflito entre Israel e o Hamas, pedindo que seja garantido o acesso a ajuda humanitária em Gaza e que os reféns israelitas sejam libertados pelo Hamas.
"Cessem o fogo! Cessem o fogo! Cessem o fogo! Parem, irmãos e irmãs. A guerra é sempre uma derrota", disse e repetiu com veemência, por várias vezes, o líder da Igreja Católica.
O Qatar, que tem estado envolvido nas negociações para a libertação dos reféns, admite que as últimas operações militares de Israel na Faixa de Gaza dificultaram as conversações.
O Hamas terá proposto trocar os reféns por todos os prisioneiros palestinianos que estão em prisões israelitas.
