São imagens captadas pelos vários instrumentos que o Homem tem construído para observar o cosmos, presos à Terra ou a vaguear pelo espaço e podem ser vistas em alta resolução e com as explicações detalhadas no site da Agência Espacial Europeia.
Sonda Mars Express e programa ExoMars
A ESA tem duas missões distintas a Marte: a sonda orbital Mars Express, lançada em junho 2003 e em órbita de Marte desde dezembro desse ano. Tem como missão estudar a superfície, a atmosfera e as características geológicas do planeta. A bordo tem o instrumento MARSIS que está a fazer o mapa da subsuperfície marciana à procura de água ou de gelo enterrados.
Mas enquanto a Mars Express faz o mapa do gelo a poucos quilómetros de profundidade, outra sonda orbital, o Trace Gas Orbiter (TGO) do programa ExoMars fornece dados sobre água próxima da superfície.
Esta sonda orbital do programa ExoMars (que inclui uma série de missões) transporta o instrumento FREND, que procura o hidrogénio - um indicador de gelo - na superfície do solo marciano. Em 2021, o FREND identificou uma área rica em hidrogénio do tamanho dos Países Baixos dentro de Valles Marineris e está atualmente a fazer o mapa da distribuição de depósitos de água pelo planeta.
Telescópio Espacial James Webb
Projeto conjunto da NASA/ESA/CSA (agência espacial do Canadá), o telescópio espacial James Webb é o novo grande observatório de ciências espaciais para resolver os mistérios do Sistema Solar, explorar mundos distantes em redor de outras estrelas e descobrir as origens do Universo.
O seu lançamento estava previsto para março de 2021, mas a pandemia obrigou ao adiamento. Foi lançado em dezembro de 2021 e as primeiras imagens foram divulgadas a 12 de julho de 2022. O primeiro aniversário de James Webb no espaço foi celebrado com o nascimento de estrelas semelhantes ao Sol.
- Cinco coisas a saber sobre o telescópio espacial James Webb
- Onde está o telescópio espacial James Webb
Telescópio Espacial Hubble
O telescópio espacial Hubble da NASA e da ESA, já está há 34 anos a navegar pelo espaço e a deslumbrar-nos com o que "vê". Com mais de um milhão de observações feitas, que incluem algumas das mais longínquas e antigas galáxias, o telescópio da NASA e da ESA será talvez o aparelho que captou as imagens mais marcantes do Universo.
Em junho de 2024, a NASA anunciou que "O Hubble está a viver os seus últimos momentos" e vai ser progressivamente desativado.
Estação Espacial Internacional
A Estação Espacial Internacional (ISS) é o maior laboratório científico construído fora da Terra. Está em órbita há 25 anos a cerca de 400 km de altitude. O primeiro módulo foi lançado a 20 de novembro de 1998, mas a evolução é contínua. É a maior construção que o Homem fez fora da Terra numa parceria que junta nações "rivais".
A 26 de julho de 2022, a Rússia anunciou que vai deixar de operar a Estação Espacial a partir de 2024, mas em maio de 2023 acabou por concordar permanecer a bordo até 2028.
Programa Artemis
O programa norte-americano para o regresso à Lua, Artemis, é constituído por várias missões. Depois de alguns adiamentos, a primeira missão Artemis I foi lançada a 16 de novembro de 2022. Não levou astronautas a bordo, visou testar o novo foguetão gigante da NASA, SLS (Space Launch System), e a cápsula Orion colocada no topo e onde viajarão as tripulações a partir da missão Artemis II.
A Orion, uma vez impulsionada pelo foguetão, irá até à Lua e entrará na sua órbita, para depois regressar à Terra, numa missão que pode durar de 25 a 42 dias. Deverá ser recuperada no Oceano Pacífico e depois reutilizada.
A missão Artemis II estava prevista para 2024, mas no início de janeiro a NASA anunciou o adiamento para 2025.
A ESA participa na missão com o módulo de serviço construído na Europa - European Service Module - que fornece energia e propulsão para a nave espacial Orion e também fornecerá água e ar para os astronautas. Participa também no projeto Gateway, um posto na órbita da Lua que vai fornecer um apoio vital no regresso de seres humanos à Lua. Será também um importante ponto de partida para a exploração do espaço profundo e de uma futura ida a Marte.
Programa Copernicus
O programa Copernicus da ESA observa a Terra a partir do espaço há 25 anos. Tem atualmente em órbita sete satélites Copernicus Sentinel a monitorizar o nosso planeta, recolhendo diariamente 16 terabytes de dados de alta qualidade que são também partilhados com outras instituições.
Os dados ajudam a enfrentar alguns dos principais desafios da atualidade, como a diminuição do gelo polar, o aumento do nível do mar, os desastres naturais ou as alterações climáticas.
Dos vários satélites em órbita, a missão Copernicus Sentinel-2 foi projetada para fornecer informações detalhadas sobre a vegetação da Terra, fazer um mapa das diferentes paisagens terrestres e monitorizar as mudanças ao longo do tempo.
A missão Copernicus Sentinel-1 é constituída por dois satélites. Cada um carrega um instrumento de radar avançado para fornecer imagens da superfície da Terra dia e noite. Em 2022 terminou a missão do Sentinel-1B e deverá entrar em ação em 2023 o Sentinel-1C.
A missão espacial Hera, a primeira da ESA dedicada à defesa planetária, com lançamento previsto para outubro de 2024, levará uma sonda europeia a viajar até Didymos, um sistema de dois asteroides próximo da Terra, onde deverá chegar no final de 2026.
Em colaboração com a NASA, Hera vai fazer o estudo detalhado sobre o pós-impacto da sonda norte-americana DART, que, em setembro de 2022, colidiu com o asteroide Dimorphos para desviá-lo.
Dimorphos tornou-se assim no primeiro objeto no Sistema Solar a ter sua órbita deslocada pelo esforço humano de forma mensurável.

