Esta segunda-feira ouviram-se tiros e bombardeamentos em várias zonas de Goma, a região tomada pelas milícias do M23, o movimento armado que se opõe ao exército congolês.
Milhares de pessoas continuam em fuga, desde que os rebeldes assumiram o controlo da principal cidade. Mas o vizinho Ruanda, que apoia os guerrilheiros, decidiu fechar a fronteira, para desespero dos que querem fugir à violência. Nos últimos dias houve intensos combates em redor da principal cidade.
O M23 conseguiu controlar várias estradas de acesso à cidade, onde vivem um milhão de habitantes e um milhão de deslocados, fugidos de outras regiões do Congo, também em guerra.
As Nações Unidas, França e vários países africanos, já apelaram à calma e ao fim dos confrontos. Desde 1996 que o leste da República Democrática do Congo enfrenta um conflito entre milícias armadas e o exército, apesar da presença de tropas da ONU.
O grupo M23, cujo nome se refere ao acordo assinado a 23 de março de 2009, e que pôs fim à revolta liderada pelos tutsi, é o novo movimento insurgente da etnia que quer o poder no país.
O M23 acusa o Governo de Kinshasa de não cumprir os termos do acordo de paz e de não integrar os Tutsi na vida política, militar e administrativa do Congo.
