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Cadáver de Émile foi "transportado" antes de ser descoberto e crânio revela "trauma violento"

As autoridades francesas revelaram esta quinta-feira novos detalhes sobre o desaparecimento e morte de Émile. As pistas, dizem as autoridades, parecem indicar a intervenção de terceiros.

Cadáver de Émile foi "transportado" antes de ser descoberto e crânio revela "trauma violento"
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As autoridades francesas revelaram esta quinta-feira que os restos mortais e a roupa de Émile, o menino de dois anos que desapareceu nos Alpes franceses em julho de 2023, foram “transportados” e “depositados” pouco tempo antes de serem descobertos.

Em conferência de imprensa, o procurador responsável pelo caso revelou ainda que o “corpo não se decompôs nas roupas encontradas” e o crânio apresentava ferimentos compatíveis com um “trauma facial violento”.

Estes dados, dizem as autoridades, dão força ao cenário de intervenção de terceiros na morte da criança.

Envolvimento da família ainda não foi descartado

Recorde-se que os avós maternos e tios da criança foram detidos esta semana - e entretanto já libertados - por suspeitas de homicídio voluntário e ocultação de cadáver. Um cenário que as autoridades ainda não descartam, apesar de não haver acusação.

O procurador explica porquê: estavam presentes à altura do desaparecimento. É que o menino desapareceu a 8 de julho de 2023, durante as férias de verão com estes avós.

Mais. Esta semana, o Le Parisien revelou ainda que algumas conversas ‘apanhadas’ em escutas telefónicas durante a investigação dão conta de desavenças familiares entre os pais e os avós da criança, sem revelar mais pormenores.

Não poderá Émile ter-se perdido?

O cadáver de Émile foi encontrado em março de 2024, nove meses depois do desaparecimento, a cerca de 1,7 quilómetros da aldeia de Haut-Vernet, numa zona de mato.

Os investigadores chegaram a admitir a hipótese de a criança se ter perdido e morrido de fome, sede ou exaustão. E embora esse cenário ainda não tenha sido descartado, as autoridades consideram-no pouco provável - preferindo focar-se agora na possível intervenção de terceiros, quer de forma acidental ou deliberada.

Esta quinta-feira, as autoridades revelaram ainda que já foram ouvidas mais de 280 testemunhas, feitas análises forenses a 27 veículos e conduzidas 50 operações de busca. Estão ainda a ser analisados 55 milhões de dados de comunicações.