Nascida em Caracas em 1967, María Corina Machado é conhecida como uma das figuras-chave da política venezuelana da atualidade. Aos 58 anos, vive na clandestinidade devido a sua forte oposição ao regime de Nicolás Maduro.
Em 2023 venceu as eleições primárias no país, sendo candidata pela Plataforma Unitária. Mas, acabou por ser impedida de se candidatar por ser desqualificada pelo regime de Maduro.
Passou a apoiar Edmundo González Urrutia, que o Parlamento Europeu (PE) reconheceu como presidente eleito, na sequência da contestação dos observadores internacionais, incluindo a ONU, à declaração de vitória de Maduro.
Todo o período eleitoral acabou por ser marcado pela repressão dos candidatos e apoiantes da oposição e, por medo, Corina Machado acabou por passar a viver na clandestinidade, enquanto González Urrutia refugiou-se em Espanha.
Chegou a ser detida durante uma manifestação em Caracas contra a vitória de Nicolás Maduro. "María Corina foi violentamente intercetada quando saía da manifestação em Chacao. Esperamos poder confirmar a sua situação dentro de alguns minutos. Membros do regime dispararam contra as motas que a transportavam", denunciou na alturao Comando Venezuela no seu perfil oficial nas redes sociais.
Em agosto, após uma intervenção norte-americana contra cartéis da droga venezuelanos, disse que o afastamento de Maduro do poder era indispensável não apenas para o bem-estar dos venezuelanos, mas para a estabilidade geopolítica do continente.
Segundo Corina Machado, a Venezuela foi transformada por Maduro "num paraíso seguro para todas as redes criminosas e inimigos do hemisfério ocidental" e "num satélite do regime iraniano
O confronto com Hugo Chávez
María Corina Machado foi, também, deputada do parlamento venezuelano entre 2011 e 2014. Um dos momentos que marcaram a sua carreira foi, há mais de uma década, quando confrontou o ex-presidente venezuelano, Hugo Chávez na Assembleia da República.
No ano passado recebeu o Prémio Sakharov pela Liberdade de Pensamento pela representação de "todos os venezuelanos dentro e fora do país que lutam pela restituição da liberdade e da democracia".
A ele junta-se agora oprémio Nobel da Paz "pelo seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela e pela sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia".
- Com Lusa

