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Conflito sem fim à vista no Sudão deixa mulheres vulneráveis a fome e abusos sexuais

A ONU denuncia as condições "impraticáveis" impostas pelo governo do Sudão do Sul, que ameaçam a viabilidade da Missão das Nações Unidas no país, e alerta que a crise humanitária pode atingir níveis catastróficos. Só este ano, o aumento dos combates já obrigou mais de 445 mil pessoas a abandonar as suas casas.

Sudaneses deslocados, que fugiram da cidade de El-Fasher após forças paramilitares do Sudão terem matado centenas de pessoas na região ocidental de Darfur, transportam lenha no seu campo em Tawila, Sudão, na quinta-feira, 30 de outubro de 2025.
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Aqui vê-se a precariedade das habitações num campo onde vivem deslocados, mas não é claro o sofrimento a que algumas destas mulheres têm sido sujeitas. Fome, violações, violência.

Os corpos das mulheres sudanesas são mais uma prova das atrocidades de uma guerra no Sudão do Sul, que tem dois principais lados em conflito: um grupo paramilitar chamado Forças de Apoio Rápido e as Forças Armadas Sudanesas.

Falta segurança, sobra violência num país sedento de paz. Está em cima da mesa uma proposta para uma trégua humanitária. Há uma semana, as Forças de Apoio Rápido anunciaram que concordavam com a proposta apresentada sob mediação de Washington. Mas os ataques continuam.

O cessar-fogo é condição obrigatória para viabilizar o acesso humanitário, em particular às linhas da frente e às áreas devastadas pela guerra.