Elon Musk lançou insultos pessoais contra o primeiro-ministro de Espanha depois do governo espanhol anunciar que está a preparar uma proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos.
O executivo liderado por Pedro Sánchez está a preparar uma série de medidas, incluindo a proibição do uso de redes sociais para adolescentes, com o objetivo de os proteger do "faroeste digital", deixando ainda críticas a Musk por usar o X (antigo Twitter) para "amplificar a desinformação" sobre a decisão do governo espanhol de regularizar a situação de 500 mil trabalhadores indocumentados e solicitantes de asilo.
Em resposta ao primeiro-ministro espanhol, Musk utilizou a própria rede social para acusar Pedro Sánchez de ser um "tirano e um traidor do povo espanhol”. Mais tarde intensificou as críticas ao publicar no X que o governante espanhol é um "verdadeiro fascista totalitário”.
As novas medidas serão aprovadas na próxima semana pelo Conselho de Ministros e incluirão a obrigação das plataformas digitais implementarem sistemas eficazes de verificação da idade dos utilizadores das redes sociais, disse o líder do Governo espanhol.
Governos de todo o mundo analisam impacto das redes sociais nas crianças
Na Cimeira Mundial de Governos, que decorreu no Dubai, Pedro Sánchez alertou que "as redes sociais transformaram-se num Estado falido, onde se ignoram as leis e os delitos se toleram" e as crianças "estão expostas a um espaço onde nunca deveriam navegar sozinhas, um espaço viciante, de abusos, violência, pornografia e manipulação".
Segundo Sánchez, Espanha juntou-se a outros cinco países europeus, sem os revelar, numa coligação relacionada com estas questões e que pretende avançar de "forma coordenada" e a nível multinacional com a aplicação de uma regulação eficaz das plataformas digitais.
Também a Grécia está perto de anunciar uma proibição semelhante para crianças menores de 15 anos. Desta forma, ambos os países parecem estar prestes a juntarem-se à Grã-Bretanha e à França na consideração de posições mais rígidas em relação às redes sociais, depois da Austrália se ter tornado, em dezembro passado, a primeira nação a proibir o acesso a essas plataformas para menores de 16 anos.

